Hoje faz 83 anos da ordenação sacerdotal do Profeta das Águas, santo potiguar (ainda) não canonizado

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao explicar a dureza do coração dos fariseus e declarar a revogação da antiga lei do divórcio, apresentou uma mensagem que, segundo Ele próprio, não poderia ser recebida por todos, mas apenas por aqueles a quem foi concedido. Disse o Cristo: “Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mt 19:12). Nessa passagem, Jesus apresenta um contraponto ao egoísmo dos fariseus por meio da exaltação ao celibato, posteriormente exaltado também por São Paulo, em I Coríntios 7, e por São João, em Apocalipse 14:4.

Em 19 de novembro de 1939, na Catedral de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, o jovem Expedito Sobral de Medeiros escolheu fazer parte destes que optam por viver o celibato por amor ao Reino Celeste: tornou-se padre, escolhendo morrer para o mundo e vestir o preto da batina, sinal de que já não vivia para si, mas para Deus e para os outros.

Morto para o mundo, mas não alheio a ele, veio a São Paulo do Potengi com a intenção de reconciliar os homens entre si e com Deus, tarefa que cumpriu bem, mas sem deixar de apresentar posicionamentos firmes, quando necessário. Nessa tarefa, embora não fizesse distinção de pessoas, nutria uma opção preferencial pelos pobres, pois sabia que, como padre, não podia rejeitar a súplica de um pobre, nem desviar dos indigentes seu olhar (Eclo 4,4), muito menos despedir-se de um necessitado, sem buscar sanar suas necessidades materiais (Tg 2:14-18).

Falando a língua do povo, conforme lembrado pelo seu compadre Zé Preto, deu testemunho de que a luta social da Igreja faz parte da própria concepção cristã de vida (Mater et Magistra, § 221). Foi assim que, quando entre nós, pregou o Evangelho por palavras e atos, demonstrando, para leigos e instruídos, a necessidade de cultivar a fé, a esperança e o amor. Amor este que deu a ele a compreensão de que o sofrimento pelo Reino de Deus não era para si um fardo, mas uma alegria, conforme já havia constatado o Apóstolo Paulo (Cl 1,24).

Os frutos do seu trabalho social são inegáveis: a criação do Centro Social, das escolas radiofônicas, da maternidade Francisquinha Fonseca (atualmente hospital regional); fundação do sindicato rural; combate à fome, à sede e a desnutrição do nosso povo; luta pelas adutoras etc. A importância é tanta que não dá para falar da história de São Paulo do Potengi sem citar, em diversos momentos, a atuação do padre.

Em 16 de janeiro de 2000, findou sua estadia entre nós, após “pelejar” algum tempo com as fortes dores causadas pelo câncer, suportadas com amor e resignação. Crendo na vitória de Cristo sobre a morte (I Cor 55-58), o padre passou para a verdadeira vida maneiro, sem nenhuma preocupação material, deixando para aqueles que o conheciam a certeza de que sua existência terrena foi um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus (Rm 12,11), tendo lutado o bom combate, encerrado a carreira e guardado a fé.

“Sobre como eu vejo a política”, por Silvério Filho

Por @silverioalvesfilho

Há séculos, se discute sobre o que é a política, para quê serve, como deve ser praticada.

De lá para cá, as sociedades mudaram muito, e a política também, porque embora seja instrumento de mudança social, a política é, ao mesmo tempo, um reflexo da sociedade.

No Brasil, especificamente, vivemos uma revolução de mídia nos últimos anos: o Tiktok, o Reels, os shorts do Youtube etc mudaram profundamente a indústria da música, da cultura, da informação e começam a influenciar, também, na forma como se realiza uma comunicação política.

A redes vieram para ficar. Quem delas entende, melhor se comunica e está um passo na frente do adversário que não sabe trafegar no novo mundo.

Esses novos meios de se fazer política, porém, não são necessariamente bons nem ruins: dependem do conteúdo que colocamos neles. Por isso, devemos colocar nele o melhor conteúdo.

Um conteúdo que lembre que o “fazer política” deve ser voltado para o bem social; que lembre que os debates entre adversários, por mais acalourados que sejam, não devem incluir agressões físicas ou morais; que lembre que os políticos passam, mas a sociedade que precisa de uma boa política sempre vai existir.

Passada a polarização ferrenha das eleições nacionais, temos a oportunidade de não cometer o mesmo erro em 2024. Temos a oportunidade de defender um debate político efetivo, de propostas, de discussões e de soluções de interesse comum.

Os meios estão aí. O conteúdo, depende da gente. Que conteúdo você vai ajudar a construir?

Na imagens, os amigos Geilson e Jairo, conscientes de que numa democracia existem valores bem mais importantes do que a a mera disputa.

A Raposa, o machado e o perfume da gratidão

Hoje pela manhã, enquanto caminhava pela parede da barragem, um popular percebeu a Raposa sentada, olhando para o nascer do sol.

Foi a primeira vez que a Raposa apareceu após o resultado do segundo turno.

A Raposa mostrava-se esperançosa com um iniciar de um novo dia.

Aproximando-se dela, o curioso perguntou o porquê do sumiço.

A Raposa olhou para ele, sorriu e respondeu:

“Era preciso”.

Após, ela foi-se embora em direção à caatinga, declamando um trecho do poema “Se voltares”, de Rogaciano Leite:

“Como sândalo humilde que perfuma

O ferro do machado que lhe corta,

Eu hei de ter minha alma sempre morta

Mas não me vingarei de coisa alguma.”

DIZENDO O ÓBVIO: Defender o golpe é ser anti-patriota

Por @silverioalvesfilho

Uma das narrativas mais falsas do momento é a de que defender o golpe de Estado contra Lula seria uma “necessidade patriótica”.

Mas em que essa postura beneficiaria a pátria?

De fato, considera-se patriota aquele que coloca em primeiro lugar os interesses da pátria em detrimento dos seus interesses pessoais e do seu grupo político.

Em relação à pátria, a não aceitação do resultado das eleições isolaria o Brasil internacionalmente, na medida em que as grandes potências mundiais já reconheceram a vitória de Lula, inclusive as duas principais potências, Estados Unidos e China.

O presidente dos Estados Unidos, inclusive, já foi vítima de contestação feita pelo presidente derrotado lá, Donal Trump, de um modo muito parecido como Bolsonaro faz agora. Mas assumiu e vem governando, respaldado pela vontade expressada pelo povo na votação americana.

Por isso, a tentativa de golpe seria insustentável, causando apenas prejuízos políticos e econômicos ao país.

A instabilidade aumentaria os preços, causaria caos civil, pessoas morreriam, instabilidade econômica que culminaria no aumento do desemprego.

Tudo isso além da consequência mais óbvia: o descumprimento dos preceitos democráticos da constituição, motivo que, por si só, deveria ser suficiente para não se cogitar um golpe.

O Brasil, a sua democracia e o seu povo sairiam prejudicados social e econominamente, apenas para beneficiar um grupo político que perdeu dentro das regras do jogo.

A tentativa de golpe é, portanto, claramente anti-patriótica.

Sobre as virtudes que estão acima da política e da ideologia

Por @silverioalvesfilho

Hoje tive uma lembrança boa.

Lembrança de quando me reunia com os irmãos da Ordem DeMolay, dois sábados por mês, sob o teto da Loja Maçônica Acácias do Potengi n.º 10.

Lá, discutíamos a importância das liberdades civil e religiosa, do acesso integral ao ensino, da defesa dos mais vulneráveis.

Lá, as eventuais contendas eram sempre suplantadas pela “harmonia e pela concórdia”, como escreveu Luis Gonzaga em seu tango sobre a Maçonaria, à qual está vinculada a Ordem.

Lá, sobre o piso xadrez, os jovens dos 12 aos 21 anos refletiam sobre 7 virtudes que deveriam ser aplicadas na vida em sociedade: Amor Filial, Reverência pelas Coisas Sagradas, Cortesia, Companherismo, Fidelidade, Pureza e Patriotismo.

Esses dias, por causa da polarização política, a Ordem voltou a sofrer ataques infundados.

Mas para aqueles que à Ordem honrosamente pertencem, como eu, não há dúvidas de que as virtudes que queimavam naquelas 7 velas estão, e sempre estarão, acima da ideologia e da política.

PESSOAS DO MEU RN: Tanti, o apaixonado pelo Rádio

No último dia 1º, parei para conversar com o amigo Tanti, que reside no Bairro nossa Senhora Aparecida, São Paulo do Potengi.

Fiel escudeiro de Seu Elino da Cosern, que terá episódio próprio aqui, todas as tardes Tanti fica na calçada da sua casa. De lá, tem uma vista privilegiada de todos que entram na cidade pelo Bairro.

Apaixonado pelo Rádio, contou-me da tristeza por a Rádio Potengi está fora do ar, assim como o programa Destaque Político, apresentado por mim e pelo CHEFE, Silvério Pai, programa que, em suas próprias palavras, era a alegria da noite dele.

Na falta da emissora local, apela para as de Natal, sem deixar morrer jamais o amor pelas ondas sonoras do rádio.

Homem de bem e trabalhador, pelo qual nutro profunda admiração.

PESSOAS DO MEU RN, é um quadro destinado a dar visibilidade ao povo simples e trabalhador do nosso estado, que muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece.

Após o resultado do primeiro turno em SPP, muitos perguntam: “Por onde anda a Raposa?”

Nem líderes políticos, nem pessoas com mandato, nem aspirantes a ter mandato: o personagem político mais amado (e as vezes odiado) de São Paulo do Potengi, A RAPOSA, andou sumida nesta eleição.

Muitos começam a se perguntar o porquê, o que estaria por traz do sumiço.

Onde está A RAPOSA e o que planeja?

Aparecerá nesse segundo turno?

Comente abaixo a sua opinião.

O dia em que compareci a um almoço em comemoração a um divórcio

Por @silverioalvesfilho

Desde à época da faculdade de Direito, nunca me interessei pelo ramo de família. Isso porque o advogado de casos de família passa por discussões à flor da pele, nas quais as vezes é difícil saber quem estar certo (se existir alguém certo), além do comum envolvimento de crianças nos processos.

Ontem, 08, porém, tive esperança no exercício do direito de família.

A convite do pessoal do Núcleo da Defensoria Pública de São Paulo do Potengi, compareci a um almoço em comemoração ao divórcio dos senhores Pedro de Manjericão (com camisa do Palmeiras) e Dona Cristina. Isso mesmo, eles fizeram um almoço para comemorar o divórcio, com direito ao comparecimento do atual companheiro de dona Cristina, o senhor Renato.

Embora, como cristão, defenda a permanência do casamento, em sendo o caso de irreversível separação, que seja assim, sem brigas, mantendo-se a amizade. “Brigar para quê, se é melhor ser amigo?”, nos disse seu Pedro.

No almoço, preparado pelo recém-divorciado seu Pedro, uma galinha e um peru, matados e tratados pela ex-esposa Dona Cristina, além de um banquete: fava, feijão, macaxeira, arroz, tomate cereja, macarrão, tudo a gosto.

Compareceram também as servidores da defensoria pública, Stefanny, Jaine e Gracinha, o esposo de Jaine, Lídio e familiares dos divorciados.

Dr. Gudson, o defensor que assinou a petição de divórcio consensual, infelizmente, não pôde comparecer. Perdeu o banquete. Eu, por outro lado, comi três vezes, e nem da defensoria sou (risos).

Brincadeiras à parte, num mundo em que separações não raro terminam em tragédia, é bom ver que, algumas vezes, o bom-senso prevalece.

Blog Silvério Alves coloca faixa comemorativa dos 10 anos no desfile do 7 de setembro

Agradecer às nossas modelos @nivanialayane e @yasmim._.ss que conduziram a faixa pelos 10 anos do maior blog do Potengi durante o desfile do 7 de setembro.

Representaram de verdade 🔥

Sobre um debate democrático sadio

Por Silvério Alves Filho

Durante o desfile cívico de São Paulo do Potengi, eu, eleitor de Lula, encontrei com amigos bolsonaristas.

Eu com o adesivo da futura deputada federal @samandaalves e com o L de Lula; eles com a toalha de Bolsonaro.

Debate democrático sadio, como deve ser.

Giro do blog na Vaquejada de São Paulo do Potengi

Nos últimos três dias, a convite do amigo Alex Júnior, nossa equipe compareceu à tradicional Vaquejada de São Paulo do Potengi.

Foram várias fotos, stories, vídeos. Mais uma cobertura a serviço do povo de São Paulo do Potengi.

PESSOAS DO MEU RN: Chico da Estrela e da agricultura familiar, de Santa Maria

Por @silverioalvesfilho

Esses dias encontrei com o amigo Chico da Estrela, de Santa Maria/RN. Conversamos muito sobre política e história.

Contou-me da época em que, junto com outras pessoas, famílias, lutava em busca da concretização da reforma agrária prevista constitucionalmente, mas pouco implementada desde então.

A luta era para que, nos termos da Constituição, fosse implementada legalmente uma distribuição de terras que possibilitasse o exercício da função social da propriedade rural, no incentivo à agricultura de subsistência.

Ainda hoje, Chico trabalha como agricultor familiar, fazendo parte desta multidão de famílias que, pelo trato da terra, produz a maior parte dos alimentos que vão à mesa do povo brasileiro.

Tenho orgulho de dizer que meus avôs, tanto o paterno, quanto o materno, também eram agricultora familiares, um grupo fundamental para a sociedade que, infelizmente, ainda não recebe o reconhecimento e o incentivo que merece.

Lembranças de quando eu queria ser um acadêmico: o nascer do sol, o Pink Floyd e a compreensão do direito

Por Silvério Alves Filho

Esses dias contemplei o nascer do sol, como há muito não fazia, e lembrei da época da faculdade. Naquele tempo, interessava-me sobre a hermenêutica jurídica, especialmente pela teoria Gadameriana.

Gadamer entendia que o ser humano está fadado a viver compreendendo o horizonte, a realidade, cujos sentidos são construídos numa relação circular entre quem compreende e o que é compreendido.

Nessa atribuição de significado, o ser que compreende não consegue jamais se desvincular da história, das pré-compreensões que traz consigo. Quando se interpreta a placa “saída de emergência” em um recinto, não se tem como interpretar o texto desconsiderando todas as vezes em que se viu uma placa daquelas, em locais similares, geralmente em vermelho. É por isso que entendemos aquela placa, mesmo que esteja em outras línguas.

Gadamer leva seu estudo à área jurídica, defendendo que no direito não existe um processo interpretativo independente da aplicação da norma. Compreensão, interpretação e aplicação não são três momentos autônomos, mas interdependentes, uma vez que não há como separar a norma da realidade que ela visa regulamentar.

Nessa esteira, o texto legal não se confunde com a norma. A norma é produzida a partir do texto, numa relação circular com quem interpreta/compreende/aplica, sempre influenciada pelas pré-compreensões do sujeito, existentes num contexto histórico.

Por isso é impossível defender a existência, no direito, de uma única interpretação “correta”, que seria preexistente à interpretação/compreensão/aplicação dos textos. De fato, na medida em que se vive e se modificam as pré-compreensões, não é raro que um jurista atribua normas distintas aos mesmo textos legais, o que é facilmente percebido pela evolução da jurisprudência dos tribunais.

Mas por que o nascer do sol me fez lembrar de tudo isso e o que isso tem a ver com a banda Pink Floyd? Respondo.

Na faculdade, durante um trabalho, apresentei a compreensão hermenêutica gadameriana com um trecho da música TIME, da banda britânica Pink Floyd (tradução livre):

E você corre e corre atrás do sol, //
Mas ele está se pondo//
Fazendo a volta // para nascer outra vez atrás de você//
De uma maneira relativa o sol é o mesmo,//
Mas você está mais velho //
Com menos fôlego // e um dia mais perto da morte.

Assim como o personagem da música, estamos fadados a viver compreendendo circularmente a realidade, inclusive o direito, enquanto caminhamos para a morte.

A comunicação enquanto instrumento de conexão com a comunidade

Há cerca de um ano e meio, sob a orientação do editor do blog, Silvério Alves, resolvemos mudar nosso formato, utilizando as ferramentas da chamada “nova mídia”, surgida com as inovações do Instagram e do TikTok.

Nesse contexto, o principal objetivo foi deixar de apenas noticiar PARA as pessoas, para conversar COM as pessoas. O novo formato possibilitou que nossos seguidores e leitores passassem a ajudar na produção do conteúdo que mostramos no blog e tivessem uma visibilidade que anteriormente não tinham.

Isso possibilitou que nós pudéssemos criar uma conexão com o povo que antes não havia, possibilitou que pudéssemos servir às pessoas como antes não conseguíamos.

Esse é precisamente o legado que o Professor Silvério Alves quer deixar para a Região: o serviço às pessoas, através da comunicação.

Acima, o registro de uma boa conversa que tive com os amigos Dudu, Daton e Paulo das Bananas, ontem pela manhã, na Praça Monsenhor Expedito, São Paulo do Potengi.

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Editor do blog compareceu ao monólogo de Rosinaldo Luna, ontem, 20

Ontem à noite, 20, O CHEFE compareceu ao monólogo Insight Insano, do amigo Rosinaldo Luna, por ocasião da Feira do Livro de São Paulo do Potengi.

Na ocasião, o editor do blog fez a introdução ao monólogo.

Blog ultrapassa 12 mil seguidores no Instagram

Batemos nesse mês a marca de 12 mil seguidores nos Instagram, a grande maioria da região Potengi.

A marca nos deixa muito feliz. A encaramos como reconhecimento do povo da nossa Região em relação ao trabalho que a gente vem prestando.

A todos que colaboram com este projeto, acompanhando e compartilhando nosso conteúdo, o nosso mais sincero agradecimento.

PESSOAS DO MEU POTENGI: Dudu da Secretaria de Saúde

Por @silverioalvesfilho

No último dia 26, durante o Arraiá do “Lagadiço”, em São Paulo do Potengi, tive a felicidade de reencontrar o amigo Dudu, que por anos trabalhou como Auxiliar de Serviços Gerais da Secretaria de Saúde do Município.

Convivi muito com Dudu na época em que eu atuava como assessor jurídico do município, auxiliando em demandas judiciais e administrativas relacionadas à saúde.

A relação com Dudu, porém, remonta à primeira infância. Faz questão de sempre que me vê lembrar que “me carregou no colo”, quando era bebê.

Um homem de bem e trabalhador. Daqueles que fazem parte do “povo tão falado” por Monsenhor Expedito, pelo qual o padre era “doente de querer bem”.

PESSOAS DO MEU PONTENGI é um quadro destinado a dar visibilidade ao povo simples e trabalhador da nossa região, que muitas vezes não recebe o reconhecimento que merece.

O Arraiá do Lagadiço e a importância da união da comunidade

Por Silvério Alves Filho

No dia de ontem, 26, estivemos no Arraiá do Lagadiço, no Bairro Nossa Senhora Aparecida.

A festa foi organizada pelos moradores da rua e um grande público compareceu. Foi um sucesso.

Ocasiões como esta nos recordam da importância que têm as organizações comunitárias, nas quais o povo do local se une em prol de uma necessidade ou interesse em comum.

No presente caso, além da animação e do lazer merecidos nessa época do ano, o evento possibilitou uma renda extra para os moradores do local, que venderam seus produtos, além da compreensão de que, unidos, podem sempre mais.

Do blog, a felicidade de, como membro da comunidade, poder ter colaborado com a festa.

Lembranças da história da política, essa danada que “é como uma nuvem”

Num grupo de whatsapp, hoje deparei-me com o compartilhamento de uma lembrança, daquelas que aparecem no Facebook de ano em ano.

Essa foi uma lembrança relativamente antiga, de exatos 10, e simbólica: o convite para a convenção que homologaria a chapa Naldinho e Pacelli para prefeito e vice, respectivamente, ocorrida em 23 de junho de 2012.

A chapa venceu a eleição contra Azevedo, que estava no seu quarto mandato, tendo como vice Zé Luis.

Quatro anos depois, Naldinho e Pacelli, em lados separados, disputaram a cadeira de prefeito. Naldinho venceu.

Oito anos depois, Naldinho e Pacelli em lados opostos de novo. Pacelli venceu o candidato de Naldinho, Dr. Ivan.

Agora, 10 anos depois, permanecem em lados opostos, indicando que assim continuarão em 2024.

E acredito que estarão. Mas em dois anos muita coisa acontece. “A política é como uma nuvem”, como disse certa vez o ex-deputado federal Magalhães Pinto.