DIZENDO O ÓBVIO: Defender o golpe é ser anti-patriota

Por @silverioalvesfilho

Uma das narrativas mais falsas do momento é a de que defender o golpe de Estado contra Lula seria uma “necessidade patriótica”.

Mas em que essa postura beneficiaria a pátria?

De fato, considera-se patriota aquele que coloca em primeiro lugar os interesses da pátria em detrimento dos seus interesses pessoais e do seu grupo político.

Em relação à pátria, a não aceitação do resultado das eleições isolaria o Brasil internacionalmente, na medida em que as grandes potências mundiais já reconheceram a vitória de Lula, inclusive as duas principais potências, Estados Unidos e China.

O presidente dos Estados Unidos, inclusive, já foi vítima de contestação feita pelo presidente derrotado lá, Donal Trump, de um modo muito parecido como Bolsonaro faz agora. Mas assumiu e vem governando, respaldado pela vontade expressada pelo povo na votação americana.

Por isso, a tentativa de golpe seria insustentável, causando apenas prejuízos políticos e econômicos ao país.

A instabilidade aumentaria os preços, causaria caos civil, pessoas morreriam, instabilidade econômica que culminaria no aumento do desemprego.

Tudo isso além da consequência mais óbvia: o descumprimento dos preceitos democráticos da constituição, motivo que, por si só, deveria ser suficiente para não se cogitar um golpe.

O Brasil, a sua democracia e o seu povo sairiam prejudicados social e econominamente, apenas para beneficiar um grupo político que perdeu dentro das regras do jogo.

A tentativa de golpe é, portanto, claramente anti-patriótica.

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