
Monsenhor Expedito Sobral de Medeiros partiu há 26 anos, mas sua presença continua enraizada em São Paulo do Potengi como a água que ele tanto lutou para garantir ao povo. Sua vida ecoa o que está em Mateus 25,35: “Tive sede e me destes de beber.” Não foi apenas pregador — foi resposta concreta ao Evangelho.
Como Jesus e como São Francisco de Assis, Monsenhor Expedito viveu a simplicidade radical. Preferiu a pobreza ao conforto, o povo ao prestígio, a coerência ao aplauso.
Seu ministério foi um prolongamento da opção de Cristo pelos pequenos: “O Espírito do Senhor está sobre mim… enviou-me para libertar os oprimidos” (Lc 4,18). E ele libertou: pela palavra, pela organização comunitária e pela coragem de enfrentar estruturas injustas.
No Movimento de Natal, assumiu a ousadia de formar consciência crítica. Nas escolas radiofônicas, alfabetizou corpos e despertou almas. Na formação de base, ensinou que fé e cidadania não se separam. Na luta pela água, transformou escassez em mobilização, desânimo em esperança.
Seu trabalho não apenas marcou a história de São Paulo do Potengi — moldou o próprio caráter político e social do município e deixou marcas profundas no Rio Grande do Norte.
Monsenhor Expedito é memória viva porque sua vida foi semente. Ele nos recorda o que diz Isaías 58,11: “O Senhor te guiará continuamente… e serás como jardim regado, como fonte cujas águas nunca faltam.”
Assim ele foi para nós: fonte. E continua sendo.
