O que nos ensina a conversão do maior dos pecadores

Por @silverioalvesfilho

Hoje a Igreja celebra a conversão do maior dos pecadores, São Paulo, como ele próprio a denomina em 1 Timóteo 1:15.

Nesse artigo, vou abordar dois aspectos do relato da conversão de Paulo: a Igreja enquanto continuação histórica da encarnação de Jesus e o poder da graça.

Começamos pelo capítulo 7 dos Atos. Lá, Estevão, discípulo de Jesus, cheio do Espírito Santo, faz uma das defesas mais bonitas da fé relatadas na Bíblia. Estevão foi irretocável. Era o próprio Deus que o utilizava como instrumento da sua Palavra.

O judeus não tinham o que dizer. Encheram-se de ódio e apedrejaram-no. Enquanto era agredido, Estevão viu “os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus”, pediu para que Deus não imputasse sua morte aos agressores e adormeceu.

Em Atos 8,1 diz que lá estava Saulo, que concordou com a morte de Estevão.

Pulamos para Atos 9.

Saulo, que “respirava ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor” (Atos 9,1), estava indo para Damasco com o intuito de prender cristãos e levá-los para o Sumo Sacerdote. “E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” Atos 9: 3,4

Eis o primeiro ponto do artigo: Jesus, quando aparece para Saulo, não pergunta o motivo pelo qual ele persegue os discípulos, mas o motivo pelo qual persegue ao Cristo. Ali, Jesus atesta que a Igreja é a continuação histórica da sua encarnação, o seu corpo (Rm 12,5): quem a persegue, persegue ao próprio Cristo.

Após cair ao chão, Saulo fica desorientado. E pergunta a Jesus o que fazer. Jesus o manda a Damasco. Mas o Saulo que com sua força perseguia os cristãos agora está cego. E só chega a Damasco carregado pela mão.

Chegando lá, encontra-se com Ananias, que impõe as mãos sobre ele, e as escamas caem de seus olhos. Ali nasce Paulo, aquele que levaria o nome de Jesus “diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel”. Atos 9:15. Aquele Saulo que concordava com a morte dos cristãos, agora era Paulo, que era ameaçado de morte por ser cristão (Atos 9, 23).

Eis o segundo ponto do artigo: a graça é maior do que o pecado. E sempre será. A cegueira do pecado representada pelas escamas nos olhos de Saulo foi curada pela graça, vinda com o Espírito Santo após a imposição de mãos de Ananias.

Começava ali por meio da graça, uma entrega total, de corpo e alma, em prol da Palavra de Deus, até até a morte. Nascia ali, pela graça e não por méritos, o maior pregador da história do cristianismo.

Viva São Paulo, que na fraqueza fez-se grande, pela Graça de Deus! (II Cor 12,10).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *