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A Real Federação Espanhola anulou a expulsão de Vinicius Junior na partida do Real Madrid contra o Valencia, no último domingo (21). Também decidiu fechar por cinco rodadas a tribuna Mario Kempres, no estádio Mestalla, de onde saiu a maioria da ofensas racistas contra o atacante brasileiro.

Pelos incidentes, o Valencia foi multado em 45 mil euros (R$ 241 mil, pela cotação atual).

Com o fim da suspensão, o jogador poderá entrar em campo nesta quarta-feira (24), quando o Real recebe o Rayo Vallecano, no estádio Santiago Bernabéu.

O atacante acusou torcedores do Valencia de o chamarem de “macaco” — vídeos nas redes sociais mostram os cantos das arquibancadas. O episódio gerou discussão entre atletas das duas equipes e o brasileiro, mais tarde na partida, recebeu o cartão vermelho.

Em decorrência dos incidentes, três homens, entre 18 e 21 anos, foram detidos pela polícia espanhola nesta terça-feira (23). Eles foram liberados horas depois.

Os ataques contra o jogador levaram a Procuradoria a abrir uma investigação por “crime de ódio”, categoria penal que, na Espanha, inclui crimes racistas.

A Comissão Antiviolência, órgão vinculado ao Conselho Superior dos Esportes, anunciou que estava examinando as imagens disponíveis para identificar os autores dos insultos para e “propor as sanções correspondentes”.

Outros quatro torcedores foram presos, suspeitos de terem pendurado um boneco do jogador em uma ponte de Madri, em janeiro deste ano, antes de clássico entre Real e Atlético de Madrid.

Os quatro detidos na capital são considerados supostamente responsáveis por um “crime de ódio”. Três são “membros ativos de um grupo radical de torcedores de um clube madrileno”, acrescenta a nota.

Folhapress

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