Silvério Alves

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OPINIÃO: A perseguição contra Maurício Souza e a “ditadura democrática do cancelamento”

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Por Silvério Filho

Esses dias, o jogador de Vôlei da Seleção Brasileira, Maurício Souza, fez uma crítica pública ao fato de o clássico personagem Superman aparecer como Bissexual em uma nova história em quadrinhos. Já havia criticado a implantação de linguagem neutra em novelas da Globo – Linguagem neutra é aquela que desconsidera as normas da língua portuguesa com a intenção de supostamente reduzir a desigualdade de gênero.

A mera expressão de opinião de Maurício fez com que caísse sobre ele a fúria dos “justiceiros sociais da internet”, encabeçados pela Rede Globo (logo ela), acusando Maurício de criminoso, homofóbico e machista, por expressar publicamente uma opinião com a qual concordariam boa parte dos brasileiros.

O ataque sistemático encabeçado pela Globo culminou com a demissão do atleta, após patrocinadores ameaçarem cortar verbas do clube de vôlei em que jogava.

Isso está longe de ser Justiça. Linchamento jamais será justiça, seja a vítima do linchamento de direita, de esquerda, de cima ou de baixo. E todos sabem que a Globo, que apoiou a ditadura, fraudou debate presidencial, etc, não liga para justiça. Liga para dinheiro. E, em situação precária pelo corte de verbas do Governo Federal, optou por defender (ou impor) uma pauta de “lacração”, desejando do fundo do coração que isto ajude a derrubar o presidente.

O ponto central que deve ser visto, porém, é que Maurício apenas expressou uma opinião, um ato não só permitido, como protegido num estado democrático de direito. Opinião essa que também pode ser contestada, com outra opinião em sentido contrário, por quem assim deseje. Opinião esta que poderia ser, se fosse o caso, objeto de apuração criminal, caso constituísse o crime, mas sendo garantido a Maurício a ampla defesa e ao contraditório.

Isso porque, numa democracia, a liberdade de expressão é sempre a regra. A restrição a esse direito só pode ser feita pelo devido processo legal. JAMAIS por meio de linchamento, perseguição, cancelamento. É isso, em ultima instância, que diferencia uma ditadura (de esquerda ou de direita) de uma democracia.

Ao defenderem o cancelamento, os perseguidores de Maurício, embora se digam democráticos, demonstram desejar, na verdade, impor uma hegemonia de pensamento. Isso não é democracia. Muito menos justiça.

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