
Por AFP
Milhares de pessoas desafiaram nesta sexta-feira (23) as baixas temperaturas em Minneapolis
para protestar contra as grandes operações anti-imigração do governo dos Estados Unidos, e
vários negócios fecharam as portas em meio à indignação pela detenção de um menino de
cinco anos.
Restaurantes, comércios e instituições culturais encerraram suas atividades mais cedo após
convocações para desafiar as ações dos agentes federais nesta cidade do estado de
Minnesota, no norte do país.
Milhares de efetivos do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês)
estão há semanas em Minneapolis como parte da campanha do presidente Donald Trump
A cidade tem sido sacudida por protestos cada vez mais tensos desde que um agente federal
matou a tiros a americana Renee Good, em 7 de janeiro, durante uma operação.
A revolta aumentou esta semana com o caso de Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai
Adrian Conejo Arias, de nacionalidade equatoriana, detidos na terça-feira quando chegavam
em casa.
Zena Stenvik, superintendente das escolas públicas de Columbia Heights, onde o menor
cursava a educação infantil, disse que ele foi usado como “isca” pelos agentes para bater à
porta da casa e tentar fazer com que as pessoas no interior saíssem.
“Se não lutarmos, não vencemos, vence o fascismo”, disse à AFP um manifestante que
preferiu não se identificar. Esse morador da região segurava um cartaz que dizia “cinco anos,
irmão”, em referência ao menor. “Isso não deveria estar acontecendo com ninguém”,
acrescentou.
O vice-presidente confirmou na quinta-feira que Liam estava entre os detidos, mas explicou
que os agentes tentaram protegê-lo depois que seu pai “fugiu” de uma operação.
“O que acham que deveria acontecer? Deveriam deixar um menino de cinco anos morrendo
de frio?”, questionou.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta sexta-feira às
autoridades americanas que ponham fim à “desumanização e ao tratamento prejudicial de
imigrantes e refugiados”.
O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, pediu nesta sexta-feira às
autoridades americanas que ponham fim à “desumanização e ao tratamento prejudicial de
imigrantes e refugiados”.
Arias, o pai do menino, encontra-se em um centro de detenção no Texas, segundo uma base
de dados do ICE que não inclui o paradeiro de menores de 18 anos.
