Silvério Alves

Silvério Alves

Cozimento solar pode ser solução para desmatamento e emissões de carbono

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De cordilheiras europeias frescas e úmidas, florestas da Ásia Central, até a expansão urbana na América do Norte e as paisagens áridas do continente africano, milhões de pessoas estão cozinhando usando apenas os raios do sol como combustível.

Essa magia culinária é conhecida como cozimento solar. Ao invés de queimar uma fonte de combustível, o cozimento solar usa superfícies espelhadas para canalizar e concentrar a luz do sol em um espaço pequeno, cozinhando os alimentos sem produzir emissões de carbono.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo cozinham suas refeições diárias em fogueiras. Alimentadas com madeira, resíduos de animais, querosene e carvão, essas chamas produzem fumaça altamente poluente e contribuem para o desmatamento, a erosão do solo e, em última instância, a desertificação – mas os fogões solares podem ser uma alternativa.

Fogões solares e florestas em declínio

A Solar Cookers International (SCI) (Cozinheiros Solares Internacionais, em tradução livre) é uma organização sem fins lucrativos que defende a adoção de tecnologias de cozimento térmico solar. A SCI contabiliza mais de 4 milhões de fogões solares em todo o mundo, que as pessoas estão usando para cozinhar e assar sob o sol direto ou através de nuvens claras.

Uma dessas pessoas é Janak Palta McGilligan. A senhora de 73 anos é membro do Conselho Consultivo Global da SCI e diretora do Centro Jimmy McGilligan para o Desenvolvimento Sustentável em Madhya Pradesh, Índia, que ela fundou com seu falecido marido em 2010.

CNN BrasilFoto: Jimmy McGilligan Centre For Sustainable Development

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