Municípios em que a história não conta “a própria história”

Por Santo Tito

Pequenos municípios em que “a própria história não conta”. Isso pode ser entendido de algumas formas. Muitas cidades menores têm uma memória coletiva pouco registrada — às vezes a história fica restrita à oralidade, às lembranças de famílias ou a pequenos marcos locais, sem documentação oficial ou valorização cultural.
Por que isso acontece? Falta de registros escritos; Oralidade predominante: tradições e acontecimentos são transmitidos de geração em geração, mas podem se perder com o tempo; Pouca valorização institucional: sem museus, arquivos ou políticas culturais, a memória local não ganha visibilidade; Pouca valorização institucional: sem museus, arquivos ou políticas culturais, a memória local não ganha visibilidade; Mudanças sociais e econômicas: migração, urbanização ou abandono de práticas tradicionais podem apagar traços históricos.
Em consequência a comunidade pode perder referências de identidade; A história local fica invisível para visitantes e até para os próprios moradores; A cultura se torna vulnerável ao esquecimento.
Caminhos possíveis: Projetos de memória comunitária: entrevistas com moradores antigos, coleta de fotos e documentos; Projetos de memória comunitária: entrevistas com moradores antigos, coleta de fotos e documentos; Educação local: incluir a história da cidade nos currículos escolares; Eventos culturais: festas, exposições e celebrações que resgatem tradições; Digitalização: criar acervos online acessíveis para preservar e divulgar.
É nesse sentido que devemos, todos os dias, rememorar a existência do “butiquim” criado por Paulo Mota dos Santos. Nascido em 31 de janeiro de 1951, filho da senhora Maria Oneide dos Santos e do senhor Inácio dos Santos, Paulo tornou-se um reconhecido cidadão de São Paulo do Potengi, pertencente a uma das famílias mais respeitadas do município.
Após dez anos de árdua labuta no setor industrial da grande capital São Paulo, conseguiu, com esforço e perseverança, reunir os recursos necessários para adquirir, em março de 1986, o ponto comercial que até hoje é o seu local de trabalho.
O “butiquim” consolidou-se como um ambiente limpo, higiênico e acolhedor, marcado pelo excelente atendimento. Ao lado da esposa [Fatima] e mais recentemente também dos filhos [Leonardo e Lisandro], Paulo vem há trinta e nove anos dedicando-se a uma clientela fiel, que reconhece não apenas a qualidade dos serviços, mas também o calor humano presente em cada gesto.
Mais do que um empreendimento, o “butiquim” é símbolo de perseverança, de amor ao trabalho e de compromisso com a comunidade. A história de Paulo Mota dos Santos é, portanto, a história de um homem que transformou esforço em legado e que continua a inspirar gerações em São Paulo do Potengi.

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