Sobre os pecados de padres e pastores, o ódio à Igreja e a Misericórdia de Deus

Por @silverioalvesfilho

Essa semana, como é de conhecimento público, descobriu-se um caso de um padre de Natal com um homem casado. Mês passado, repercutiu nacionalmente o caso de uma pastora que traiu o marido pastor com outro pastor. Nada alegra mais os ANTIcristãos do que quando surge na mídia algum escândalo envolvendo um padre ou um pastor. É dia de festa para eles.

Compartilham incessantemente nas redes sociais, chamando os padres ou pastores de hipócritas, mentirosos. “Por isso não frequento nenhuma igreja!” e “só confio em Deus e não em padres/pastores!” são os discursos dos “cristãos” detratores da Igreja. Os que nem se preocupam em serem tidos como cristãos dizem logo que o mundo seria melhor sem a “hipocrisia da religião”.

Na maioria das vezes, os “odiadores” só querem odiar. Caso se dessem ao trabalho de saber no que creem os cristãos, saberiam que os homens são, desde Adão, miseráveis, passando por Jacó, que traiu seu pai Isaac e seu irmão Esaú; Moisés, que não entrou na terra prometida por seus erros; David, que cometeu adultério e induziu um inocente à morte; Pedro, que negou o Messias, enquanto estE era torturado e humilhado.

O próprio Paulo, cuja conduta pós-conversão é irrepreensível, chegou a pregar que era ele próprio o pior dos pecadores ( I Tm 1,15). Ele era mesmo? Claro que não. Mas com isso queria mostrar que a história da Igreja é a história de pecadores miseráveis em busca da misericórdia não merecida, a Graça de Cristo. É isso que se entende quando se lê a totalidade do versículo: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores dos quais eu sou o principal”.

É evidente que tanto o padre como o pastor acima, embora não tenham cometido crimes , e isso é bom que se diga, pecaram, cometeram atos imorais e contrários à fé que professam, motivo pelo qual merecem a punição canônica ou a disciplina pastoral, a depender do caso.

Mas os erros deles não invalidam a mensagem de Cristo. Ao contrário, apenas lembram ainda mais da necessidade de conversão e misericórdia, não apenas para os detratores da Igreja, mas especialmente para os padres, pastores e lideranças religiosas que muitas vezes mais julgam do que acolhem os que caem.

Em momentos como estes, para os cristãos, é preciso lembrar que Cristo pregou entre os pecadores, comeu e bebeu com eles, perdoou-os, mas, ao contrário, manteve-se distante daqueles que, achando-se senhores da verdade, humilhavam e escarneciam os que caiam ao chão.

Qual tipo de cristão queremos ser?

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