
Por Santo Tito
No entardecer de trinta de dezembro de dois mil e vinte e cinco, a lua, em fase crescente, revelava-se com 70,23% de sua face iluminada, anunciando a plenitude que se aproximava. Maestral, como sempre, a Barragem Campo Grande uniu-se ao esplendor do pôr do sol para compor um cenário de rara beleza.
Nesse instante, a natureza se fez cúmplice da vida humana: águas serenas refletiam o dourado do horizonte, enquanto a Rainha Noite, coroada pela lua em ascensão, testemunhava o gesto sublime dos casais que, diante do Juiz de Paz, decidiram legitimar seus destinos. Era como se o firmamento e a terra, em concerto, abençoassem a união, transformando o ato jurídico em celebração cósmica.
A administração municipal, em gesto de rara grandeza, convocou todo o vigor de sua Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. Em ritmo célere, ergueu-se uma Capela que não apenas se impunha como construção, mas como símbolo — templo erguido à altura daqueles que se dispuseram a participar de tão sublime espetáculo social.
Ali, entre o esplendor das águas que refletem a pujança do nosso manancial e o brilho sereno da Rainha Lua, os casais consortes se deixaram envolver por um sorriso contemplativo, como se a própria noite, em sua majestade, abençoasse o encontro. A Capela, nascida em tempo recorde, tornou-se não apenas obra, mas poesia em pedra e luz,

