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Por Santo Tito
A mãe natureza foi pródiga ao brindar os potengienses com essa maravilha que é o esplendor da Barragem Campo Grande trazendo de volta o espetáculo que é revê-la colocando suas águas por sobre a laje do sangradouro. Essa efeméride fez com que aquela contemplação participasse da alegria proporcionada pela consagração da Pascoa Cristã, o ápice da Semana Santa, que representa e celebra a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, simbolizando a libertação do pecado e a esperança de vida eterna.
A Páscoa tem raízes na Pessach judaica, que comemorava a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito marcada pelo sacrifício do cordeiro e pelo sangue aplicado nos batentes como proteção. Jesus celebrou essa festa na última ceia instituindo o pão e o vinho como símbolos de seu corpo e sangue, antecipando seu sacrifício.
Para os cristãos, a Páscoa representa a passagem da morte para a vida, ou seja, a vitória do Cristo sobre o pecado e a morte. A morte de Jesus na cruz é vista como um sacrifício vicário, pagando pelos pecados da humanidade, enquanto sua ressurreição confirma a esperança de vida eterna e com Deus. A palavra Pascoa vem do hebraico Pessach, que significa passagem, simbolizando a transição da escravidão para a liberdade espiritual.
Os Símbolos da Páscoa são: A Cruz, representando a vitória de Jesus sobre a morte e o pecado; O Cordeiro Pascal, que simboliza Jesus como o “Cordeiro de Deus”, cujo sangue traz redenção; O Pão e o Vinho: lembrando o corpo e o sangue de Cristo, celebrados na ceia do Senhor: O Ovo de pascoa: simbolizando vida e renovação, refletindo a ressurreição; e O Coelho da pascoa; que representa fertilidade e a missão da Igreja de espalhar esperança.
A Páscoa é comemorada no primeiro domingo após a primeira lua cheia da primavera no Hemisfério Norte (ou no outono no Hemisfério Sul) encerrando a Semana Santa, que inclui a Sexta-feira Santa, lembrando a crucificação e o Domingo de Pascoa celebrando a Ressurreição. Para os cristãos a data é um momento de reflexão, renovação espiritual, indo além de tradições culturais ou comerciais.
A fé religiosa é a fórmula mais importante que o ser humano tem para superar todas as agruras pelas quais somos ungidos a transitar. É assim que o pequeno agricultor consegue suplantar aquele sobressalto que o persegue sempre que inicia o plantio, sempre que a seca aperta. E é assim também, com a mesma resignação, que o sem teto, sem uma refeição perene, sem camisa, sem uma cama macia, luta para sobreviver.
No entanto, lá no final do túnel, sempre existe uma pequena luminosidade apontando para um fio de esperança. E é assim que essa esperança, parceira indissolúvel da criatividade humana, não nos deixa esmorecer. Tanto é que o Senhor dos Céus e da Terra, percebendo as aflições e as dificuldades que uns pequenos erros de cálculo criaram na distribuição das águas, chamou seus assessores para o imediato concerto.
E foi mais além. Trocou o coração de parte da humanidade por outro com tecido mais maleável, de forma que aqueles em situação desconfortável fossem vistos e acolhidos. A abundância e a renovação espiritual que a Páscoa traz, reforça que a fé cristã não é apenas celebração litúrgica, mas também força para enfrentar os desafios da vida.
E assim caminha a humanidade.
