Mineração a seco: a mineração do futuro. Uma nova visão de sustentabilidade

Foto: Reprodução ilustrativa

Por Santo Tito

Texto extraído da RECIMAC, empresa fundada em 2015 na cidade de Florianópolis. Ela nasceu de um sonho de empresários italianos e brasileiros que trouxeram para o Brasil uma tecnologia inovadora patenteada para peneiramento de resíduos para vários segmentos, tais como biomassa, inertes e resíduos sólidos urbano. Hoje a empresa possui no seu portfólio de produtos toda a linha para atender o seguimento de reciclagens de resíduos.

O que faz a mineração a seco estar tão alinhada com os novos princípios ambientais? A mineração a seco dispensa o represamento de rejeitos e a construção de barragens. Com isso, a população vizinha às áreas de mineração conta com maior segurança e o meio ambiente sofre menores impactos, pois quando uma barragem originária da mineração úmida se rompe, o barro e muitos resíduos tóxicos – como o níquel e o cobre – que são usados na separação do minério, contaminam pessoas e o solo.
Após a ocorrência de diversas tragédias que envolviam o processo de mineração com barragens, o setor de mineração tem investido em soluções mais inteligentes e de menor impacto. Um dos métodos mais procurados é o Dry Stacking ou “empilhamento a seco”. Essa tecnologia que usa filtro prensa possibilita que o minério seja beneficiado com pouquíssima ou nenhuma água. Ou seja, a “sobra” do processamento do minério é filtrada e colocada em grandes pilhas, substituindo o uso das tradicionais barragens.
Na prática, é como se o filtro atuasse também como uma prensa, reduzindo a lama de rejeitos e dando origem a um material seco e fácil de empilhar.

Saiba que, além de simples, todas essas etapas são responsáveis por gerar um processo mais sustentável. Em alguns casos, o método de filtragem pode garantir o reaproveitamento de mais de 95% da água utilizada no processo, algo que auxilia no uso da água da Barragem Campo Grande.

Atualmente, conforme autoridades de controle do uso das águas, esse cálculo está limitado à utilização de apenas 8% da sua capacidade. Além do que, mesmo com a construção de aqueduto, haverá perfuração de poços artesianos no entorno da mineradora.
Apesar de oferecer menos custos, a mineração úmida oferece maior risco ambiental quando não está enquadrada no PNSB (Política Nacional de Segurança de Barragens). Uma preocupação constante e atual, já que o país ainda possui mais de 900 barragens de mineração cadastradas no SIGBM (Sistema Integrado de Gestão de Segurança de Barragens de Mineração).

Após a ocorrência de diversas tragédias que envolviam o processo de mineração com barragens, o setor de mineração tem investido em soluções mais inteligentes e de menor impacto. Um dos métodos mais procurados é o Dry Stacking ou “empilhamento a seco”, o qual será utilizado pela mineradora prestes a se instalar em nossa região.
Segurança, benefícios ambientais e novas possibilidades, a mineração a seco é a mineração do futuro. A ANM (Agência Nacional de Mineração) já determinou que as barragens úmidas fossem descaracterizadas desde agosto de 2023. “Tá í” uma maneira bem visível e prática de monitorar nossa tão linda e decantada Barragem e o processo que será utilizado pela empresa. E aqui não tem nada inventado. É público.

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