Heitor e a parábola de sucesso

Por Santo tito

Normalmente a história que se conta é resultado de uma história que faz parte da história de vida que o historiador coloca na sua historiografia para bem descrever a história daquele que se propôs contar e tornar público relatos históricos de sua própria história. Sendo que este não é o caso.
O que acontece é que na última segunda feira – 10 de novembro de 2025 – um fato que não faz parte dos nossos dias normais mudou radicalmente o que seria ser uma simples comemoração entre familiares, para se regozijarem com a chegada do décimo oitavo ano de vida do primogênito de Brunno Mariano – HEITOR MARIANO – momento em que o jovem adentra em sua primeira maioridade, tornando-se uma espécie de aula sobre comportamento humano.

Aí entra a historiografia do historiador retratando momentos que talvez os próprios atores não mais lembrassem: Uma historinha escrita pelo mentor dessa data histórica, o HEITOR, – muito embora a mãe tenha sido a principal protagonista deste evento historiográfico (o pai, para todos os efeitos, é e será sempre o adjunto) – mas, na data, a parábola escrita por Heitor foi contada pelo adjunto:
“- ERA UMA VEZ eu sentado assistindo, aí meu pai disse que ele, eu e Tito, meu primo de três anos, “fomos” para o sítio do meu avô. Meu pai me obrigou a ir, como sempre. Eu vi um brilho e Tito também. E Tito foi atrás. Antes de ir atrás de Tito peguei uma cenoura pra mim. Depois vi Tito perto de um unicórnio brincando com ele. Eles me viram e foram até mim. Me sentei, me senti todo poderoso. Mas enquanto estava de olhos fechados o unicórnio pegou minha cenoura e depois não saia de perto de mim. Ele se deitou no chão, aí Tito subiu nele e eu também. E depois saiu voando. Eu gritando de medo e Tito todo calmo. E saiu um tom de música que me deixou calmo. Depois eu vi a bela vista. Vimos um cara assustando a casa da minha vó. O unicórnio desceu e o bandido apontou arma para mim. Levantei as mãos e o bandido virou um monstro e o meu unicórnio me deu uma armadura e uma espada flamejante para eu batalhar. Fomos ataca o monstro. Minha espada atravessou o monstro e nós vencemos.”

Foi neste ambiente de alegria, descontração e respeito, que se encontraram duas mães e três avós de HEITOR. Foi também neste clima de amenidades que Luiza, irmã de HEITOR, oito anos de idade, filha consumada em um segundo casamento de Brunno, deu um show plagiando a música de Dias e Noites (We’ve Got Tonight – uma tradução de Sandy & Junior), tema que faz alusão ao amor entre irmãos.
E ai!? Porque tanto entusiasmo por um momento tão corriqueiro? É que diante de tanta discórdia entre os pares de casamentos desfeitos, aquela ocasião transcorreu dentro de total cordialidade. Seria tão interessante que nós, dito humanos, pudéssemos viver eternamente dentro desse clima. E aí!? Acabaria a mesa de “butiquim”. E as senhoras dos fins de tarde como sobreviveriam? Não, não! Isso não pode acontecer. Primeiro vem o prazer imediato, depois a reflexão. É como saborear um vinho antes de descrevê-lo. Cada experiência deixa um gosto, uma marca, que só depois se transforma em narrativa ou memória. Ao adiar a resenha, você valoriza o presente, sem pressa de enquadrar ou rotular. A análise é como a digestão da experiência, que só acontece depois que ela já foi vivida intensamente.
O melhor mesmo é deixarmos a resenha para o “pós” e continuarmos nos deliciando com os sabores dos apetites servidos que ainda estão em nosso palato. Como “Dantes”.

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