
Foto acima: Banbinos é a loja de Roberto, localizada na rua General Dantas, em São Paulo do Potengi
Por Santo Tito
Na medida em que aumentamos nos números formadores da idade, diminuímos o círculo de amizades. Da mesma forma em que o tempo vivido nos faz crescer em experiência, decresce o número daqueles que poderiam se apropriar desse conhecimento adquirido.
As vezes não sabemos o que está escrito ou escondido por trás de uma aparência nada simpática e nem um pouco animadora. Exatamente porque não nos damos oportunidade de explorar o conteúdo do qual podemos tirar proveitosos ensinamentos. O “you tube” está repleto de relatos com este tipo de conteúdo. Na maioria das vezes são ficções, mas os fatos são extraídos da realidade do nosso dia-a-dia.
Num momento desses, enquanto tomava um suco de laranja no “Bar da Praça”, boquiaberto assisti uma cena que traduz exatamente algo semelhante ao que relatamos no parágrafo acima. Um senhor, que é conhecido por estar bem postado na sociedade local, solitariamente ocupando outra mesa, foi abordado por um desses desafortunados com indumentária nada criativa que perambulam por aí solicitando alguma coisa.
O referido senhor, sem qualquer reserva, imediatamente aquiesceu com o que estava sendo solicitado, inclusive permitindo que a pessoa ocupasse um lugar em sua mesa. Aquela atitude me fez enxergar uma verdade que é perene, habitual, mas que cuja originalidade me deixou surpreso devido ao seu ineditismo.
Algo similar aconteceu comigo na Barragem Campo Grande quando o irmão de “Edilson da Loja”, Roberto, pacientemente, brincava com seu filho. Como ele estava só e o Jean de Armando estava sentado comigo, enquanto o menino brincava na margem da barragem sob o olhar cuidadoso do pai, de tempos em tempos ele se aproximava da nossa mesa para uma troca de ideias. Até que a labuta chamou Jean para o exercício de sua função.
Foi então que Roberto sentou e começamos a conversar fluidamente. Nesse diálogo surgiu algumas passagens sobre a personalidade de Edilson seu irmão, ao qual se referiu como sendo uma pessoa de um enorme coração, detalhando diversas atitudes de inegável valor humano.
É nessas horas que devemos respeitar a palavra com o nosso silencio para podermos assimilar os detalhes da conversação. O normal é que quem vê cara não consegue ver um coração pulsando dentro do peito. E é aí onde está o valor da vida em sociedade. Há alguns dias atrás estive sentado com Roberto, também no “Bar da Praça”, por alguns minutos que não foram suficientes para nos apresentarmos formalmente. Através do colóquio tido no Recanto das Águas pudemos nos ver com outros olhos, aumentando o respeito um pelo outro.
Valeu cara! Hoje pela manhã, 17 de setembro de 2025, vendo você carregando o menino para escola na sua moto, me veio esta ideia estapafúrdia de escrever este texto. Perdoe se foste a vítima da vez.
