
POr Santo Santo
A vida em si é uma panela de pressão, sempre em condições de nos pregar algumas inesperadas peças. Como ninguém está imune a estes percalços, naturalmente que eu não seria uma exceção. E, neste precioso dia vinte e nove de agosto de dois mil e vinte e cinco, uma situação evitável, mas que inevitavelmente aconteceu, eu me permiti criar uma situação de difícil concerto.
Essa memorável data foi o momento em que conclui o ciclo do ditado popular “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. Essas ações são fundamentais para a realização pessoal e a construção de um legado. Plantar uma árvore simboliza a responsabilidade ambiental e a capacidade de criar um futuro sustentável. Ter um filho representa a entrega incondicional e a formação de laços familiares.
Escrever um livro reflete a capacidade de transmitir conhecimento e experiências ao longo da vida. Essas três ações são vistas como essenciais para uma vida plena e significativa, refletindo a importância de cuidar da natureza, da família e da própria criação.
O interessante é que na conclusão desse ciclo omiti um detalhe preciosíssimo. Durante o Lançamento do Livro Biográfico “A Botija, Flávio de Souza e o sonho encantado do Mandacaru”, que teve este colunista como escritor, o Mestre do Cerimonial, Advogado Osvágrio Ferreira de Oliveira, liberou a palavra para que pudesse me pronunciar sobre a referida biografia.
Neste momento, para que não pairasse dúvidas sobre o trabalho, mesmo sendo o primeiro, surge a oportunidade de falar sobre a gestação e vida da produção, pois era imperioso esclarecer que todos os detalhamentos exigidos pelas normas técnicas da ABTN (Associação Brasileira de Normas Técnicas) foram seguidos, inclusive com relação ao ISBN (International Standard Book Number), Número Padráo Internacional de Livros.
No preâmbulo nos referimos a uma situação de difícil concerto, e uma das etapas para a qual dediquei especial atenção foi a “revisão”. Tanto que a primeira pessoa a quem me socorri foi Brunno, meu filho, já em seu terceiro livro, e para subsidiar o trabalho ele indicou uma professora do IF de São Paulo do Potengi, Fernanda Moura. O biografado também auxiliou nesse metiê, assim como sua irmã Fabiana. Todos foram importantes na consecução do projeto, de tal forma que usei todas as modificações que me foram sugeridas, melhorando em muito o texto.
Mas ninguém foi mais importante que o Advogado e Professor Osvágrio Ferreira de Oliveira, atual Secretário de Cultura de Lagoa de Velhos que, do alto da sua sapiência, ele, ao ser solicitado para revisar a incipiente biografia, na qualidade de um grande leitor, direcionou os meus primeiros passos no sentido de não cometer algumas falhas naturais ligadas a qualquer iniciante. Talvez que com essas palavras não esteja dizendo absolutamente nada de irrelevante. No entanto, ele foi totalmente eclipsado da minha fala. Uma falha que não pode ser contornada. Porém, essa está sendo a única maneira que encontrei para me redimir desse absurdo cometido.
“Me permita, amigo Vaguinho”. O senhor, na qualidade de excelente leitor, orador e escritor, sofreu uma das maiores descortesias que se pode aceitar. A desculpa é como se fosse um adágio popular que não muda o resultado da quase ofensa, ela chega sempre atrasada. Bom seria se não precisássemos de usá-la. Entretanto, essa é a delicadeza social mais utilizada nessas ocasiões. Portanto….!
Eu peço desculpas.
