UFRN recebe patente de microveículo aéreo não tripulado que pode ser usado em missões militares

Um Microveículo Aéreo não Tripulado, chamado Microvant, recebeu nesta semana, o registro de propriedade intelectual definitivo. O Microvant foi desenvolvido na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Ele possui características que permitem seu uso em missões militares, áreas de monitoramento agrícola, reconhecimento de locais de difícil acesso, monitoramento de fronteiras, busca e salvamento em desastres.

A funcionalidade diferenciada do equipamento é alcançada pelo fato de ele possuir tamanho e peso reduzidos. “Porém uma das principais preocupações no projeto foi fazer com que o mesmo possuísse grande autonomia de voo e fosse capaz de levar uma carga para realizar missões autônomas, trazendo informações ao usuário”, pontua Alysson Nascimento de Lucena.

Na época aluno do doutorado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica e de Computação, Alysson acrescenta que o Microvant possui baixo risco durante a operação e simplicidade no uso, diminuindo a burocracia e facilitando sua aplicação em áreas povoadas.

A funcionalidade diferenciada do equipamento é alcançada pelo fato de ele possuir tamanho e peso reduzidos. “Porém uma das principais preocupações no projeto foi fazer com que o mesmo possuísse grande autonomia de voo e fosse capaz de levar uma carga para realizar missões autônomas, trazendo informações ao usuário”, pontua Alysson Nascimento de Lucena.

Versatilidade e custo de produção

Nesse cenário, surgem as aeronaves genéricas, desenvolvidas para uso em aplicações diversas, como o caso do projeto desenvolvido pelos cientistas da UFRN, com custo de produção e manutenção apresentando-se até irrisório quando comparado ao de outras aeronaves em operação. Para termos ideia, a Força Aérea Brasileira (FAB) adquiriu, no ano de 2014, para monitoramento dos estádios da Copa do Mundo FIFA 2014, o modelo Hermes 900, fabricado pela Elbit Systems, cujo contrato custou U$ 8 milhões e são necessárias 10 pessoas para operar todo o sistema. No caso do Microvant patenteado, ele tem o custo dos seus materiais inferior a U$ 500 para uma unidade e uma única pessoa é capaz de operar todo o sistema, da decolagem ao pouso.

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