Esquema de segurança é preparado em Natal/RN após extremistas convocarem ato na Praça Cívica para “destituir os Poderes”

Manifestantes extremistas estão convocando para o início da noite desta quarta-feira (11) uma mobilização em todas as capitais do País com o objetivo de “destituir os Poderes” da República. Em Natal, os golpistas pretendem iniciar o ato na Praça Cívica, em Petrópolis, ou na Praça Augusto Leite, no Tirol. Os atos fazem parte do que vem sendo chamado de “Megamanifestação nacional – pela retomada do poder”.

Uma convocação que circula nas redes sociais afirma que o ato tem o objetivo de “destituir imediatamente os Três Poderes, com uso de força armada se necessário for”. O plano é derrubar a República, prender os chefes dos Poderes e levá-los a um suposto julgamento no Superior Tribunal Militar (STM). As Forças Armadas também foram chamadas a integrar o movimento golpista. Pelas redes sociais, não é possível identificar de onde surgiu o chamado para o protesto.

Por causa da ameaça golpista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quarta-feira proibir qualquer ato que interrompa o trânsito em todo o País. Atos que visem à ocupada de prédios públicos também estão vedados. A ordem prevê prisão e multa para quem desobedecer.

Na manhã desta quarta-feira, o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, coronel Araújo Silva, se reuniu com representantes do Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal no Centro Administrativo. Também participaram do encontro integrantes das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Federal.

De acordo com o coronel, foi montado um esquema conjunto de segurança para inibir qualquer ato golpista na capital potiguar.

“Caso haja qualquer ato, a gente vai estar em caráter preventivo para inibir que aconteça. E, se insistirem, vamos convidá-los a entrar em um ônibus e conduzi-los à sede da Polícia Federal ou Delegacia de Plantão. Se houver a manifestação como disseram, de ‘tomada de poder’, é ato antidemocrático, inconstitucional, crime. A gente vai inibir de imediato”, afirmou o secretário de Segurança.

BG

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