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A festa de São João Batista NÃO é uma festa pagã

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Por José Ibiapina

Esses dias eu vi na internet algo que me chamou atenção: uma pessoa compartilhou uma postagem que dizia que, no dia 24 de junho, os católicos faziam uma “festa pagã”, pois comemoravam a “morte de João Batista” e escolheram para tal o “dia do aniversário do Rei Herodes”, aquele que mandou assassiná-lo. O São João, então, seria uma comemoração à iniquidade do Rei Herodes. 

Tal pensamento está cheio de erros, conforme se demonstrará a seguir. 

Primeiramente, no dia 24 de junho, os católicos comemoram nascimento de João Batista. Convencionou-se tal data porque ela ocorre 6 meses antes da data convencionada para o nascimento de Jesus (comemorado na véspera de Natal, 24 de Dezembro), uma vez que João, conforme relata a Bíblia, era 6 meses mais velho que Jesus Encarnado (Lc 1.36).

Sobre João, o maior dos Profetas do Antigo Testamento (Mt. 11,11), escreve Lucas: “Segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; Endireitai as suas veredas. Todo o vale se encherá, E se abaixará todo o monte e outeiro; E o que é tortuoso se endireitará, E os caminhos escabrosos se aplanarão” (Lucas 3:4,5)

Sua maior missão enquanto profeta foi preparar os caminhos para a vinda de Jesus (Lc 1, 76). 

Mas, ainda em relação a postagem que eu me referi no início do texto, os católicos comemoram a morte de João Batista? Sim, no dia 29 de Agosto! Isso é um problema? Não! E não é um problema porque, depois do sacrifício perfeito de Jesus, a morte foi vencida! Por isso São Paulo diz: “Para mim viver é Cristo, e o morrer é ganho”. (Filipenses 1:21) Para quem crê na Boa Nova, a morte não é o fim! A morte é motivo de felicidade, encerramento do bom combate travado na carne!

Por isso comemoramos também a morte de João Batista, para lembrar o exemplo heroico desse bom servo, que preferiu a morte a trair a missão que lhe fora confiada pelo próprio Deus. Para o verdadeiro cristão não há prêmio maior do que este: lutar o bom combate, guardar a fé e partir para estar com Jesus, o Mestre Amado.

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