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Governo do RN admite que só 60% das escolas devem iniciar aulas presenciais na segunda-feira (1º)

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O retorno presencial das aulas no Rio Grande do Norte está marcado para a próxima segunda-feira (1º), mas nem todas as escolas do estado estão prontas para a retomada. O secretário estadual de Educação, Getúlio Marques, admitiu que cerca de 60% das instituições de ensino devem iniciar retorno presencial de forma gradual e no modo híbrido, com trabalho remoto.

Uma parte das escolas não tem condições de voltar por não terem se adequado ainda às normas sanitárias que recomendam os especialistas. Aquelas que estiverem nessa situação devem comunicar à Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC).

Apesar disso, de acordo com o secretário Getúlio, todas as escolas devem retomar as aulas na data, mesmo que de forma remota, para dar continuidade ao ano letivo de 2020.

“As que ainda não estão preparadas deverão iniciar remotamente e providenciar as condições necessárias para o retorno o quanto antes. Para tanto deverão formalizar através de memorando justificando as causas do seu não retorno”, avisou o presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação do RN (Undime-RN) e secretário municipal de educação de Monte Alegre, Alexandre Soares, durante a live “Calendário Potiguar 2020/2021: o que os Dirigentes Municipais de Educação precisam saber?”, realizada na tarde desta quarta-feira (27).

Os dirigentes escolares reclamam que ainda não receberam todos os recursos emergenciais que devem contribuir para compra de materiais. Getúlio Marques justificou que houve problemas no cadastro de algumas escolas e que a questão está sendo resolvida.

“Os pagamentos estão em curso. Hoje todas as escolas receberam verba do [Programa de Autonomia da Gestão das Unidades Escolares] Pague, do Governo Estadual. Foram enviados cerca se R$ 5.2 milhões para 592 escolas”, anunciou o gestor, esclarecendo que o cartão PNAE também não foi entregue a algumas unidades por questões cadastrais, mas está sendo viabilizado com o Banco do Brasil.

Quanto ao Programa Dinheiro Direto na Escola – PDDE Emergencial, deve ser pago pelo Governo Federal, e já foi solicitado pelo Governo do RN, de acordo com Marques.

Aos dirigentes municipais de educação, Getúlio contextualizou: “Todas as recomendações e o que gostaríamos é que tivéssemos todas as escolas preparadas especialmente na questão sanitária. Sabemos, no caso das escolas estaduais, e com certeza algumas municipais que ainda não chegaram nesse nível que nós gostaríamos e não é culpa de gestor, de professor são questões da burocracia, da ausência de recursos”, disse. – BG

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