EDITORIAL: Quando a ofensa e o ódio se tornam armas de campanha

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Em tempos de eleições, os ânimos sempre se acirram, especialmente em municípios pequenos, como São Paulo do Potengi, onde posições políticas tendem a se polarizar. Neste período, infelizmente, torna-se comum o discurso da ofensa. 

O discurso da ofensa é aquele que tem como principal artifício denegrir a imagem do adversário, muitas vezes, inclusive, com agressões de caráter pessoal. 

Este tipo de discurso, utilizado com certa frequência pela oposição, deixa de lado o bem comum, deixa de lado a compreensão de que política se faz com propostas que tragam melhorias para a coletividade. Isto porque o maior objetivo deste tipo de discurso não é a melhoria da comunidade, mas a disseminação do ódio. 

Vejamos como funciona: pega-se o povo, especialmente o mais simples; cria-se a ilusão de que todos os problemas deste povo foram criados pelo adversário político; depois, por meio de ofensas, gritos e agressões ao adversário, tenta-se fazer com que este povo simples odeie o outro candidato. Não se apresentam propostas; não se apresentam soluções; não se pensa no coletivo; pensa-se, isto sim, na agressão que pode ser feita quando se tem um microfone em mãos. 

Este tipo de discurso tem como objetivosenganar o povo que o escuta e beneficiar o candidato  que agride verbalmente o candidato contrário. Como isso ocorre? Explico: ao despertar no eleitorado o ódio pelo adversário, o candidato que utiliza o discurso da ofensa tenta manipular o eleitor. O eleitor deixa de pensar no coletivo, deixa de buscar propostas, deixa de pensar até em si mesmo, para fazer parte do círculo do ódio. Deste modo, o candidato que, com um microfone na mão,  dissemina o ódio, sai favorecido, sem apresentar uma proposta sequer. 

O povo de bem de nosso município não pode apoiar um discurso que gera no eleitor um dos sentimentos mais obscuros da alma humana: o ódio, de onde nenhuma melhoria pode surgir. 

Por isso, cabe a você, eleitor, identificar e rejeitar os candidatos que praticam este tipo de conduta. Cabe a você, eleitor, quebrar este famigerado círculo do ódio.

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