O segredo da longevidade e a retórica da filosofia de “butiquim”

Foto: Reprodução ilustrativa

Por Santo Tito

O segredo da longevidade: Faça uma simbiose com três representantes da raça humana – uma criança, um adolescente e um adulto – se o/a idoso/a conseguir se comunicar com os três na língua DELES e nos aspectos físico e mental “taí” o segredo. Simples, não é?

O que isso significa na prática?
Com a criança, que representa a curiosidade, a espontaneidade e a capacidade de aprender coisas novas, é como começar a falar uma “língua” nova, mantendo o cérebro ativo e flexível. No caso do adolescente é o reencontro com o espírito crítico, a energia e a busca por identidade. Pois o ritmo dos mais jovens estimula acompanhar os movimentos e o/a motiva para a vitalidade. Já na fase adulta os símbolos são outros, pois a visão de futuro adquirida com a própria experiência impele para o caminho da responsabilidade, e a construção de projetos. Assim o/a idoso/a ao conseguir dialogar com todos esses “mundos”, mantém viva a mente, o corpo e o espírito.

Reflexão
A longevidade não é só viver mais tempo, mas viver com qualidade. E qualidade vem do pertencimento: quando o/a idoso/a consegue se conectar com crianças, adolescentes e adultos, ele/a não fica isolado em uma “bolha etária”, mas continua sendo parte viva da sociedade. O segredo não está apenas nos anos, mas nas pontes que se constroem. O/a idoso/a que fala com a criança descobre o frescor da curiosidade, o riso que não envelhece. O/a idoso/a que fala com o adolescente aprende a dançar com a rebeldia, a sonhar com futuros ainda não escritos. O/a idoso/a que fala com o adulto partilha o peso e a leveza da vida, a sabedoria que se faz companhia.
Três línguas, três mundos, um só coração que se abre. Na simbiose das gerações, a vida se prolonga em sentido, e o tempo deixa de ser inimigo para se tornar aliado.

A longevidade costuma ser associada a fatores biológicos, hábitos saudáveis e avanços da medicina. No entanto, há um aspecto muitas vezes esquecido: a capacidade de conexão intergeracional. O/a idoso/a que consegue se comunicar com uma criança, um adolescente e um adulto não apenas mantém sua mente ativa, mas também preserva sua relevância social e emocional.

Com a criança, o/a idoso/a se reconecta com a curiosidade e a espontaneidade. Essa troca o/a estimula a aprender, a brincar e a enxergar o mundo com olhos renovados. Com o adolescente, ele/a encontra o desafio da crítica e da busca por identidade. Ao dialogar nessa “língua”, o/a idoso/a exercita a flexibilidade mental e evita o aprisionamento em ideias rígidas. Com o adulto, há o encontro da experiência com a responsabilidade. Essa relação fortalece o senso de utilidade e de transmissão de saberes.
Assim, essa simbiose é, portanto, um segredo da longevidade porque mantém o/a idoso/a em movimento — físico, mental e emocional. Ele/a não se isola em uma bolha etária, mas continua participando da vida em todas as suas fases. O resultado é uma existência mais plena, significativa e, consequentemente, mais longa.

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