O progresso é inevitável, mas a que preço!?…

Foto: Reprodução ilustrativa

Por Santo Tito

parlamentares para aplicações espúrias é algo que impressiona. Vem aí uma eleição ondeNo dia oito de julho de dois mil e vinte e seis, quando voltava da feira de promoções que começa nas quartas-feiras, me vi em frente à casa de Dona Maria, mãe de Dailva e das duas gêmeas, uma das longevas de São Paulo do Potengi, próxima de realizar o seu “primeiro” centenário. Ela, muito bem sentada na cadeira de balanço, conversava com o conhecido produtor Assis Galvão. Um pouco apreensivo por temer não ser reconhecido devido a avançada idade, passei. Mas, pensando melhor, imediatamente retornei. Esse é o povo que mais precisa da nossa presença e de nosso apoio civilizado. Ao parar em sua porta fiquei olhando em direção à ela esperando por uma ação/reação. Para meu júbilo, majestosamente e sem dificuldade alguma, se levanta perguntando por Dona Izete, minha companheira, já com a intenção de abrir a porta. Como não estava preparado para esse maravilhoso encontro, o asseio não merecia o contato direto. Por essa razão lhe pedi que ficasse afastada e mantivesse o portão fechado. A felicidade de ver a sua performance foi o suficiente para recarregar as minhas baterias com o máximo de alegria. Parada curta e com poucas palavras que levantam qualquer astral me despedi. Outro dia havia presenciado o centenário aniversário de Dona Zefa. Neste momento a “sorrizonha” Mariquinha de finado Dinarte está indo pelo mesmo caminho. Isso entre tantos outros.
Essa introdução me leva ao seguinte questionamento: – O INSS tem solução? Sem contar com os Principais Benefícios Previdenciários que dependem de contribuição – aposentadoria por idade, por incapacidade permanente, especial, pessoa com deficiência, incapacidade temporária, acidente, morte, reclusão, maternidade, salário-família, ainda existem aqueles Benefícios Assistenciais que não exigem contribuição – BPC/LOAS (Benefício de Prestação Continuada) e Reabilitação profissional, além da capilaridade do Órgão que o tornam ainda mais deficitário. A tendência é que os números negativos aumentem a cada ano em função da crescente média de vida. O progresso tecnológico, entre outros agentes, que induz a diminuição na criação de novos empregos, no tamanho das famílias e o constante aumento de nossa sobrevida, redunda em verificações periódicas nas idades de aposentadoria, além de aumento nas contribuições. O mesmo acontece com os Correios, com rombo acumulado de R$ 5,6 bilhões em 2025, devido à perda de competitividade frente à transportadoras privadas, “e-commerce” – compra e venda de produtos e serviços realizadas totalmente pela internet – e má gestão com custos elevados. Ambos têm solução. O governo a tem e todos aqueles que estudam a situação sabem disso e também a têm. Mas, em meio a tudo isto, existe um algoz: Aquele que se tornou dono do Orçamento Nacional: O Congresso e seus congressistas. As fórmulas das quais se utilizam para redirecionar a exorbitância dos valores destinados às emendas poderemos trabalhar como cabos eleitorais para nós mesmos. O eleitor que se dignou a ler este artigo está apto a ajudar o seu país apenas mostrando e provando para o outro seu igual EM QUEM NÃO VOTAR. Porém, se insistirmos em acompanhar a opinião de prefeito é bem provavel que nunca possamos sair desse lamaçal. Sendo esse poderoso senhor o maior dos cabos eleitorais, entra ano e sai ano com a continuação dos mesmos e da mesma discussão: O Congresso Nacional e o lamaçal de denúncias sobre acobertamento do desvio de verbas. O NOVO FAZ FALTA. Esse país é rico e precisamos oxigenar esse Apendice táo vital à supressão de algumas mazelas, visando o efetivo desenvolvimento sócio-econômico e a diminuição das desigualdades sociais.

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