Jamais houve um lago com essa potência no Seridó/RN, diz secretário sobre Oiticica

Foto: Reprodução

Inaugurada em março do ano passado, a Barragem de Oiticica — em Jucurutu, no Seridó Potiguar — ultrapassou a marca de 61% de sua capacidade total, superando 456 milhões de metros cúbicos. O volume foi atingido nesta segunda-feira 20. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, Paulo Varela, este é o maior volume já registrado no reservatório desde o início de sua construção.

“Jamais houve no Seridó um lago com essa potência”, afirmou o secretário, em entrevista à Princesa FM, em visita à barragem junto com a governadora Fátima Bezerra (PT). “Aqui vocês veem a história em movimento, em prosa e fato. Aqui vocês veem o desenvolvimento chegando à região do Seridó e trazendo garantia hídrica permanente.”

Os volumes de água que estão se acumulando em Oiticica provêm de duas origens principais: as chuvas captadas por rios, riachos e córregos, e as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF).

Sobre as características técnicas da barragem, o secretário destacou que Oiticica tem uma estrutura diferenciada. Diferentemente dos antigos reservatórios construídos com terra, a barragem do Seridó tem núcleo de concreto compactado a rolo. “Ela sangra pelo meio, vamos dizer assim, o que dá muito mais segurança nas barragens. É uma técnica nova que chegou para ficar nas grandes barragens.”

Paulo Varela também detalhou o modelo de gestão integrada que será adotado entre Oiticica e a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior do Estado. As duas passarão a operar “quase como se fossem um corpo único”, com possibilidade de transferência de água entre elas conforme a necessidade. As comportas da barragem permitem vazão de até 50 metros cúbicos por segundo.

Para o secretário, a água armazenada representa mais do que segurança hídrica. “Isso aqui significa mais do que água dentro de um reservatório. Isso significa o caminho do desenvolvimento para essa área. É água que haverá de se transformar em renda, em leite, em queijo, em turismo, em indústria.”

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