
Por Cleber Lourenço
Publicações antigas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atacando o Bolsa Família e outros programas sociais tiveram sua exclusão denunciada nesta segunda-feira (19), a seis dias do segundo turno presidencial. Nas mensagens, o candidato associa a transferência de renda à compra de votos, acusa o PT de manter famílias na pobreza para garantir apoio eleitoral e defende limitar a dois anos o recebimento de um benefício estadual. A denúncia surgiu no mesmo dia em que Daniella Marques, coordenadora econômica de sua campanha, chamou a dependência de programas sociais de “prisão assistencialista”.
Uma das publicações mais contundentes é de 5 de abril de 2010, quando Flávio associou o Bolsa Família à compra de votos:
“Enquanto se trocar voto por cesta básica, bolsa-família e esmola o Brasil não vai para frente.”
Em 24 de junho de 2013, o então deputado estadual voltou a atacar os programas sociais, acusando o PT de perpetuar a pobreza por meio do que chamou de “bolsa-farelo”. Na mensagem, sustentou que a manutenção da dependência econômica das famílias serviria para preservar o apoio eleitoral ao partido.
Em 25 de agosto de 2011, Flávio também criticou um reajuste de benefício social, classificando a medida como uma forma de financiamento público da campanha do PT.
As publicações mostram que suas críticas não se limitavam à gestão dos programas. O parlamentar associava a transferência de renda à dependência política e atribuía motivações eleitorais à assistência prestada às famílias mais pobres.
As capturas de tela dessas mensagens voltaram a circular nesta segunda-feira. Embora existam registros anteriores de parte das publicações, ainda não foi possível confirmar de forma independente quando teriam sido excluídas do X, antigo Twitter.
