Em defesa da Alves

Por Silvério Alves Filho

Hoje circulou nas redes sociais a noticia de que a empresa Alves deixaria de fazer o transporte intermunicipal. Felizmente, segundo um amigo de São Tomé apurou, a informação NÃO procede e a empresa continuará operando no Potengi. Mas o rumor nos leva à reflexão: o que seria de nós sem a Alves?

Assim como a maioria das pessoas da região Potengi, a Empresa Alves também faz parte da minha história.

Na infância, quando estudava no Educandário Jesus Menino, era no ônibus de turismo da Empresa Alves que íamos para os passeios do Dia da Criança.

Na infância e na adolescência, era na Alves que viajava com meus pais ou sozinho a Natal, sempre feliz de sentir o frio na barriga ao passar pelas ladeiras de São Pedro.

No segundo ano da faculdade de Direito, tive que voltar a morar em São Paulo do Potengi, e era na Alves que eu ia todos os dias a Natal, saindo de 6h da manhã e retornando no ônibus que saía da capital às 13h (na sexta-feira era às 13h:30m). Que felicidade era ver o Alves chegando no Sams Club, onde eu o esperava!

Por vezes eu dormia demais e, quando chegava “nos Motas”, o ônibus tinha saído. Toinho Mota ligava para o motorista da vez, que então esperava no Alto do Potengi, aonde, para não perder a condução, levavam-me ora Wilson do Taxi, ora João Moto-Taxi. Atrasado, já tive que “perseguir” o Alves até o sítio Cabaço, com Wilson, para não perder uma prova de Direito Penal.

Lembranças vivenciadas por mim e por tantos no decorrer de décadas, que fizeram da Alves um patrimônio da Região Potengi. E que assim continue sendo.

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