Chuvas de São José e a experiência do Sertanejo

Texto: Cleudia Bezerra Pacheco, potengiense, escritora e membro da Academia Potengiense de Letras

Por estes dias recordei, mais que o normal, as palavras de mamãe e papai. Acreditem, parece que vi a materialização de Severino Bezerra e Auta Pinheiro dizendo-me: “Chuvas de São José quer dizer tempo bom de inverno”.

Imediatamente, me lembrei dos tachos de mamãe que logo seriam supridos com milho, com feijão e toda fartura que os tempos bons de inverso trazem e garantem para o homem do campo. O cheiro de terra, o gado no curral, botas sujas de lama, o cheiro forte do suor misturado a umidez das roupas… Ah, meu pensamento vagueou, vagueou e pousou novamente em Boa Hora. Não a Boa Hora do Museu, mas a dos tempos de minha mãe. Choveu! No dia de São José choveu.

É bom pressagio, vem boa colheita por aí e os tempos serão outros, pois quando o homem do campo é agraciado com fartura, ele banha as cidades com a riqueza que provém das terras.

Cleudia Bezerra Pacheco

Fazenda Boa Hora

SANTA CRUZ/RN

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