CPI da Covid é protocolada na Assembleia Legislativa do RN

Dez deputados estaduais assinaram e protocolaram nesta quinta-feira 27 a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades nos contratos no período da pandemia da Covid-19 no Rio Grande do Norte. A CPI é uma comissão temporária, destinada a investigar fato certo e determinado, que tem fundamento no art. 43 da Constituição Estadual. Assinaram a CPI os deputados Gustavo Carvalho (PSDB), José Dias (PSDB), Kelps Lima (SDD), Cristiane Dantas (SDD), Getúlio Rêgo (DEM), Tomba Farias (PSDB), Coronel Azevedo (PSC), Subtenente Eliabe (SDD), Nelter Queiroz (MDB) e Galeno Torquato (PSD). De acordo com o Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, ao presidente cabe a análise inicial do requerimento para verificação dos requisitos.

Foto: Eduardo Maia/ALRN

CPI da Covid ouve nesta terça Mayra Pinheiro, a “Capitã Cloroquina”

A CPI da Covid ouve, nesta terça-feira (25), a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como “Capitã Cloroquina”.

A secretária, assim como o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, também ingressou com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) e poderá permanecer em silêncio sobre fatos ocorridos entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, período em que ocorreu a crise do oxigênio hospitalar em Manaus.

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, que havia rejeitado um primeiro habeas corpus a secretária, acabou concedendo a ela o direito de ficar em silêncio. Afinal, Mayra responde a ação de improbidade administrativa apresentada pelo Ministério Público Federal no Amazonas.

Mayra ficou conhecida por organizar uma comitiva de médicos a Manaus para promover o chamado “tratamento precoce” para a Covid-19, com cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina – mesmo sem a comprovação de eficácia no tratamento do novo coronavírus –, no auge da crise de oxigênio hospitalar na capital amazonense.

Governo desconfia que a CPI está ‘armando’ para prender o ex-ministro Pazuello

O governo trabalha com a informação, levada por aliados no Congresso, de que a CPI da Pandemia tenta criar um pretexto para decretar a prisão do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que deve depor no dia 19.

Na avaliação dos governistas, o objetivo seria desmoralizar o general e o próprio governo, na tentativa de reverter a impressão de que até agora a CPI não conseguiu evoluir no sentido de comprometer o presidente da República de tal modo que pudesse desestabilizar o atual governo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para não ser preso, Pazuello teria de obter no STF um habeas corpus preventivo para depor como investigado, com direito de ficar calado.

A suspeita é baseada na tentativa de construir um clima hostil para o ex-ministro, acusando-o de “desrespeitar” a CPI.

O primeiro “desrespeito” seria a alegação de contato com infectados por covid para adiar seu depoimento, versão que membros acham mentirosa.

A mais recente tentativa de “armar” a prisão do ex-ministro é que a CPI teria “detectado” que ele manobra para não depor como testemunha.

Diário do Poder