
Por Santo Tito
Tem um dito popular nordestino que diz algo como: “Banheiro limpo e comida boa, ninguém esquece.” Só que ele se atualizou e ficou sofisticado. Tiraram o conetivo “e” e o restante da frase, ficando assim: “Banheiro limpo, comida boa”. Esse tipo de expressão é muito usado em conversas informais para destacar o valor de dois elementos essenciais em qualquer lugar público ou estabelecimento: higiene e boa alimentação. É quase um selo de aprovação popular — se o banheiro é limpo e a comida é boa, o lugar merece ser lembrado e recomendado.
Agora a respeito do mecânico e soldador Vavá, segundo o Espiritismo, as almas mais apegadas à matéria, ao ego ou aos bens terrenos tendem a sofrer mais no desencarne. O sofrimento pode vir da perturbação espiritual, quando o espírito não aceita a passagem ou está em conflito com sua trajetória.
Vavá desencarnou. Há uns três dias atrás passei em frente à casa dele e lá estava o cara muito bem sentado. Acho que aquela tranquilidade toda tinha muito a ver com o que estava por vir e que faz menção a seguinte visão espírita: “almas mais evoluídas, que viveram com amor, perdão e desapego, passam com mais serenidade”.
I
sto é, a alma que habitava aquele corpo já havia evoluído o suficiente para não sofrer na hora do desencarne. No dia anterior a sua passagem um agricultor também o havia visto nas mesmas condições. Tranquilamente sentado em frente à sua casa,
A alma é um conceito central em várias tradições religiosas, representando a essência imortal do ser humano. No contexto cristão, a alma é vista como a parte do indivíduo que se relaciona diretamente com Deus, sendo responsável por suas emoções, pensamentos e decisões. A Bíblia menciona a alma em diversas passagens, destacando sua importância na vida espiritual e na relação com o Criador. A alma é distinta do corpo físico, sendo eterna e transcende a morte. Essa dualidade é fundamental para a compreensão da vida após a morte, onde a alma é julgada e recebe seu destino eterno, seja no céu ou no inferno.
O que se pode dizer (pelo menos eu) a respeito do Vavá? Que era aquele brasileiro, nordestino que, praticamente viveu de soldar objetos (com oxigênio ou elétrica); que não exagerava com bebidas alcoólicas; que era parceiro. Mas o Genilson de Dona Dedé, que trabalha na 4ª DIRED, vai mais além e disse simplesmente o seguinte: “Aquele era “O CARA”.
Após ser internado no Walfredo Gurgel com a perspectiva de cirurgia para o implante de três pontes safena, imediatamente se insurgiu ao procedimento. Parece que a máxima que acima citamos o orientou para que assim agisse, evitando sofrimentos recíprocos.
Vavá! Quero ver quem vai me impedir de passar pela sua rua agora. Vá em paz meu camarada
