Por Santo Tito
O IPREVSAPP (Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de São Paulo do Potengi) é um sistema de previdência, estabelecido no âmbito de cada ente federativo, que assegure, por lei, a todos os servidores titulares de cargo efetivo, pelo menos os benefícios de aposentadoria e pensão por morte previstos no artigo 40 da Constituição Federal. São intitulados de Regimes Próprios (RPPS – Regime Próprio de Previdência Social) porque cada ente público da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) pode ter o seu, cuja finalidade é organizar a previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo, tanto daqueles em atividade, como daqueles já aposentados e também dos pensionistas, cujos benefícios estejam sendo pagos pelo ente estatal. (Fonte: Previdência Social).
No dia dezessete de dezembro de dois mil e vinte e cinco, uma quarta-feira, esse órgão municipal contemplou seus assistidos com uma excelente recepção lá no “Solar da Edna”. Um recanto muito aconchegante que permitiu aos aposentados pelo sistema se reunirem e também se congratularem neste momento que, para todos, soa como um dos períodos mais enternecedores do ano: Natal e Ano Novo. O ambiente esteve tão descontraído que até a responsável pelo espaço, a Edna, contribui com a alegria que se espalhou, dançando alegremente enquanto servia os quitutes. Serginho dos teclados, um dos melhores tecladistas do país, compondo com o eclético cantor da terra Igor, constituíram-se numa dupla afinadíssima, fazendo até quem já estava em óbito há mais de um século entrasse no embalo da festa.
Tinha representantes de todas as categorias, mas o professorado parecia o único setor com assento na sala. Donas de uma maioria substancial, esqueceram que um dia tiveram marido, menino para dar “de mamá”, horário do café da manhã, do almoço, da janta, “i otras cositas más” que infernizam a vida dessas guerreiras. Despojando-se da inibição, detalhe que, após uma determinada faixa etária, transforma-se num aparato totalmente entregue ao ostracismo, tomaram o salão de assalto e comandaram o espetáculo.
A partir do momento que a festa foi entregue nas mãos, ou melhor, na boca, na verdade se pretende que foi mesmo nos dedos…! Chiii! Agora já não se sabe mais qual foi a parte do corpo humano, só se sabe que os caras estavam endemoniados. Saía de tudo que estava inscrito na seara musical (espanhol, português, inglês…., até nordestino), o leque era enorme. Mas festa que é festa tem que ter de tudo. E lá tinha. Começando com suco e refrigerante, logo depois uma saborosa sopa, na continuidade chegaram os salgadinhos, em duas versões diferentes. Não faltou o coquetel. Foi quando veio o alerta para que ninguém saísse sem a foto comunitária, todos pensaram que já era o encerramento. Mas que nada. Ainda tinha o jantar. E aí o leitor um pouco mais “saidinho” já começa a se perguntar: E as outras bebidas a que horas saíram? Ah, ah! Essa, cada um teve que trazer a da sua preferência. É preciso entender que lá no setor existe uma contabilidade de cunho atuarial. Aquela que prevê o pagamento do “aposento” do aposentado daqui a dez anos. Portanto ninguém pode gastar mais do que já está previsto.
