
Por Santo
No domingo, 29 de março de 2026, depois de alguns meses sem nos darmos o prazer de visitar o Parque Mandacaru (Lagoa de Velhos/RN), lá estávamos nós novamente. O reencontro com aquele espaço foi como abrir uma janela para a felicidade simples e verdadeira. Pais, mães e avós, despreocupados, observavam seus pequenos mergulhando na piscina dedicada a eles, em completa segurança. Era a alegria nua e crua, sem artifícios.
A sensação de leveza e alegria que um espaço como o Parque Mandacaru proporciona é muito interessante. Esses momentos coletivos — pais, mães e avós tranquilos, crianças seguras e felizes — revelam uma espécie de “felicidade essencial”, aquela que não precisa de nada além de convivência e cuidado.
Isso mostra bem o valor dos espaços públicos de lazer: eles não são apenas locais de diversão, mas também de convivência intergeracional, de descanso mental e de fortalecimento dos laços familiares. É quase como se o parque fosse um palco onde a vida cotidiana se torna mais simples e genuína.
E foi nesse cenário de leveza que surgiu uma surpresa: o reencontro com Roberto, empresário de São Paulo do Potengi e irmão de Edilson da loja. Quem diria que, longe das rotinas do comércio, ele guardava dotes musicais tão ricos? Auxiliado pelo violonista Artur, que também emprestou sua voz, Roberto nos presenteou com um repertório que misturava composições próprias e pérolas do romanceiro nordestino. A cada acorde, o parque se transformava em palco, e a comunidade em plateia.
O Mandacaru, mais uma vez, cumpriu sua missão: ser espaço de convivência, cultura e afeto. Um lugar onde a vida se mostra em sua forma mais genuína, e onde até os talentos ocultos encontram ocasião para florescer. Felicidade a nossa que, pela infelicidade de Flavio de Souza quando esteve internado numa UTI, enquanto o COVID assolava o nosso planeta, fomos prestigiados pela execução de um sonho seu que motivou a criação do espaço de lazer mais prestigiado atualmente na área dominada pelo Potengi.
A abertura da piscina infantil, adornada por um navio comandado por um pirata, trouxe um encanto especial. Com permissão para que os pequeninos subam e se esbaldem, o cenário provoca êxtase tanto em crianças quanto em adultos. O Mandacaru está apenas começando. Muitas surpresas ainda estão guardadas para enriquecer os domingos dos visitantes. A capacidade criativa de Flávio de Souza não conhece limites. Quem sabe o Nordeste brasileiro, através dele, não venha a ser protagonista de uma espécie de Disneylandia do semiárido?




