Precisamos falar sobre a “RN da morte” que liga São Paulo do Potengi a São Tomé

Por @silverioalvesfilho

Quem reside no potengi, como eu, provavelmente conhece alguém que já faleceu de acidente na RN que liga São Paulo do Potengi a São Tomé. Nesse ano de 2022, a título de exemplo, já tivemos pelo menos duas mortes naquela que por alguns é chamada de “a estrada da morte”.

De responsabilidade do governo do estado, a situação da rodovia é péssima. A já tradicional ausência de acostamentos nas rodovias estaduais aqui é agravada pelo crescimento do mato nas laterais da pista, tornando ainda mais difícil de o motorista perceber quando um animal vai entrar no seu caminho, o que ocorre com certa frequência.

Como se não bastasse, os buracos estão cada vez maiores e em maior número, especialmente quando se passa da entrada de Barcelona em direção a São Tomé. Para alguém que não conhece os obstáculos da pista e passa pelo local, a probabilidade de uma dano ao carro, seja por passar pelo buraco, seja por um animal, é grande. Para quem transita regularmente, embora tenha mais facilidade de lidar com as adversidades, a passagem frequente pelo local acaba com o carro, num momento de alta de inflação e alta de gasolina.

Pouco ou quase nada é feito a respeito, embora a situação de risco à vida dos cidadãos seja clara.

Por outro lado, o Estado mostra uma atuação intensa na apreensão de motocicletas de trabalhadores e pais de família, que muitas vezes dirigem ou pilotam há mais de uma década e utilizam os veículos para o trabalho, mas não têm condições de arcar com os altos custos da habilitação formal.

A justificativa de segurança no trânsito, porém, parece que não é aplicada com a mesma intensidade na manutenção das péssimas rodovias estaduais, que vitimam motoristas e pilotos, habilitados ou não.

A esperança daqueles que arriscam a vida na “estrada da morte” é que pelo menos neste ano de política a situação seja amenizada.

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