
Uol – O Ministério Público de São Paulo pediu a condenação do empresário e influenciador Renato Cariani por tráfico de insumos químicos destinados à fabricação de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O pedido foi apresentado na quarta-feira (21), nas alegações finais do processo.
O que diz o MP
Cariani é acusado de participar de um esquema que teria desviado mais de 12 toneladas de produtos químicos para o narcotráfico. Segundo o Ministério Público, as substâncias eram destinadas à produção e adulteração de drogas, principalmente cocaína e crack.
O influenciador responde ao processo em liberdade e ainda não foi julgado. Ele nega envolvimento nos crimes.
O Ministério Público também pediu a condenação de Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Os três são acusados de participar do esquema de desvio de insumos e de ocultação da origem do dinheiro obtido com as operações.
A reportagem não conseguiu contato com as defesas dos acusados. O espaço segue aberto para manifestações.
O esquema teria utilizado empresas sediadas em Diadema, na Grande São Paulo. De acordo com a acusação, a Anidrol Produtos para Laboratórios, a Quimietest e a Anid Labor eram usadas para desviar substâncias controladas, como lidocaína, fenacetina e ácido bórico.
Notas fiscais falsas eram usadas para esconder o destino dos produtos, segundo o MP. As operações.
O MP pediu a absolvição de outras duas acusadas por falta de provas suficientes. São elas: Roseli Dorth, sócia da Anidrol, e Andreia Domingues Ferreira, esposa de Fábio Spínola. Para os promotores, não ficou comprovado que elas participaram conscientemente do esquema.
O que diz a defesa
Nos autos, Cariani nega participação no esquema e afirma que a empresa foi vítima de uma fraude interna. Segundo sua versão apresentada no processo, ex-funcionários teriam utilizado a estrutura da Anidrol para realizar operações ilegais sem o conhecimento dos sócios.
A defesa argumenta que as operações investigadas representam uma parcela pequena dos negócios da empresa. Foram analisadas cerca de 60 notas fiscais, diante de mais de 85 mil documentos emitidos pela Anidrol no período.
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