
Ao acordarmos, fomos surpreendidos por telefonemas infrutíferos que não foram atendidos por Silvério Alves. A dúvida pairava: será que nossos artigos não teriam mais guarida em seu blog? Dirigimo-nos à casa de seus familiares. Portas e janelas cerradas. O silêncio era pesado. Foi então que a notícia surgiu — e não era nem um pouco alvissareira. Esse instante marcou a todos: a ausência de Silvério não era apenas física, mas simbólica. Era como se a cidade tivesse perdido sua voz por um momento.
Silvério Alves é mais do que um profissional multifacetado. Ele é parte da identidade cultural e informativa de São Paulo do Potengi. Ao longo de sua trajetória, desempenhou múltiplas funções: agropecuarista, professor, jornalista, blogueiro, radialista e político. E aqui não existe nenhuma faculdade específica para elas. Sua trajetória é marcada pela dedicação e pelo amor ao que faz. Assim foi e sempre será a vida dele.
Reconhecido como um dos principais difusores da informação na região, Sua ausência momentânea, motivada por cuidados com a saúde, é sentida como um vazio difícil de preencher. Mais do que um profissional, ele se tornou referência cultural e social. Para muitos, imaginar o cotidiano sem sua voz e presença é como pensar o futebol sem Pelé.
Há pessoas que nascem com o dom de ocupar espaços que ninguém mais ousaria preencher. Ele é uma dessas raridades. Entre microfones, páginas de jornal e conversas de calçada, ele construiu uma ponte entre o povo e a informação. Sua vida é feita de palavras, mas também de gestos pacíficos e de uma paixão silenciosa pela sua arte. Agora, ausente por um breve tempo para cuidar da saúde, sua falta ecoa como um silêncio estranho. É como se o rádio tivesse se calado, como se o jornal tivesse deixado uma página em branco. Mas todos sabem: esse silêncio é apenas pausa, nunca fim.
Este é um registro de memória e afeto. Ele celebra não apenas o profissional, mas o ser humano que, com simplicidade e dedicação, se tornou parte da história de uma cidade e de um povo. O seu silencio reverbera em escala regional, pois mais de dez cidades fazem uso do seu informativo nas mais variadas situações. Sejam aniversários, campanhas políticas, esporte, lazer, produtos de supermercado, página policial, festejos municipais, etc…
