Mais uma festa de arromba

Outro dia – 06/09/2226, um domingo – , recebi um convite do Sr. Pedro Aquino para, junto com mais dois colegas, ir até Lagoa de Velhos visitar um amigo em comum. De antemão fui informado da personalidade que iria nos receber. Imediatamente fiquei entusiasmado com imagem daquele que estava prestes a nos acolher em sua residência. Conforme as sábias palavras do professor Silvério Alves, ele mesmo teve a fantástica felicidade de presenciar um diálogo em que estavam presentes Otavio Lamartine, Monsenhor Expedito e o nosso anfitrião. Eis o motivo da minha extasiante admiração quando recebi aquele bilhete de entrada que já vinha com a premiação antecipada.
Esses três monstros da intelectualidade potengiense que, embora não sendo naturais desta terra, e sem necessariamente impor o seu cabedal de conhecimento aos habitantes desse município, por muito tempo engalanaram aqueles que puderam usufruir e partilhar da companhia desses brilhantes talentos.
Johan Adônis e Amauri de Ambrósio completavam o quarteto que embarcou no confortável veículo, habilmente dirigido pelo perfeccionista Pedro Aquino. Muito antes de darmos início àquele delicioso passeio, o organizador da ideia havia pensado nos parceiros que iria conduzir ao nosso destino. Com isto já protagonizou um início alvissareiro que, salvaguardando um ambiente de descontração e muita animação, transformou a atmosfera de bordo em uma festa antecipada.
Às nove horas e trinta minutos demos partida em direção à nossa tão ensaiada programação. Na estrada quase enfrentamos um engarrafamento promovido pelo enorme contingente de automóveis que se dirigia ao Parque Mandacaru. Mas sabíamos estar seguros nas hábeis mãos do motorista encarregado de nos levar até o destino traçado.
Não mais que uns vinte minutos de estrada e lá estávamos nós no alpendre daquele majestoso palacete estilo colonial. Adornado com vários artefatos produzidos por artistas da terra, sobressaia altivo na caatinga do sertão nordestino. Anunciados que fomos, nos acomodamos a espera daquele que iria completar a moldura para o quadro que estava prestes a ser criado.
Sem muita espera, apenas o tempo de se desvencilhar de uma rede na qual estava acomodado, lá vinha ele. Aos seus noventa anos de uma vida muito bem vivida, do alto de sua sapiência, eis que se fecha o elo com a magnífica chegada de Wodem Madruga. De agora em diante não traçaremos o roteiro do nosso colóquio. Apenas o que se pode adiantar é que, mesmo esboçando uma nova incursão, é de se acreditar não ser tão prazerosa tanto quanto a que a deste domingo nos proporcionou. O encontro contou com a presença de dois filhos e do seu braço direito, aquele que há uma vida inteira responde pela administração da fazenda. Mas também não podemos esquecer da fotógrafa, muito importante ao nos auxiliar na fixação daquela data ímpar. E, para encerrar esse momento de rara beleza, não vamos perder de vista a atenção que nos foi prestada, com muita gentileza, por um esquadrão invisível que não permitiu que nada nos faltasse.
Wodem! Vida longa para ti. Que o tempo seja generoso e nos permita mais alguns encontros iguais ou melhores do que este.

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