
Por Santo Tito
Em dez de outubro de 1946, na pequena Dom Pedrito, estado do Rio Grande do Sul, cidade fronteiriça cujas terras são contíguas com o Uruguai, nascia Santo Tito Claudio Paiva Moreira. Tendo como pai Irovaldo Dutra Moreira, e como mãe a idolatrada e guerreira Maria Inocencia Paiva Moreira.
Cidade pacata, de hábitos rurais mais dedicada à pecuária, onde não estava em seus planos fazer daquele torrão a sua cidadania eterna. E, como profetizava sua vó materna, os descendentes de sua etnia só seriam visualizados após demonstrar, através de um robusto currículo “escolo-acadêmico”, sinais evidentes e capazes de influenciar positivamente um pretenso empregador.
Na época, ser militar e/ou funcionário do Banco do Brasil socialmente era o máximo. Ele, dotado de uma boa desenvoltura na arte das letras e da matemática, arriscou o BB. Entre os cinco notáveis, aos vinte e três anos, lá estava o “rapais”. Para sua felicidade, foi lotado em uma agência que ficava em Santo Ângelo (RS).
No seu jargão, dizia que gostaria de conhecer o Brasil através do Banco do Brasil. E foi dessa forma que veio parar em São Paulo do Potengi, estado do Rio Grande do Norte.
Nesta sexta-feira (10/10/2025, depois de dezenove anos consecutivos, novamente junto ao grupo de amigos que com ele congregam esta data, novamente festejou o anuncio de chegada à terra deste indivíduo. Novas caras juntaram-se ao grupo: Dr. Eros Bentes da cafeteria de São Paulo do Potengi e Jean de Armando do Encontro das Águas e suas digníssimas esposas; o empresário Flavio de Souza (representando o Parque Mandacaru lá de Lagoa de Velhos), esposa e a irmã Fabiana, seu braço direito e, futuramente, o esquerdo também, junto a seu respectivo marido; Raimunda Urbano, uma idosa de volta à terra natal, e aquela linda menininha mais conhecida por Samara. Davina, devido ao avançado da idade, quase chega atrasada, mas em tempo para aquelas fotos épicas. Bastinha, com um pote de doce de caju, foi a primeira a chegar. Toinho de Avani não foi o primeiro, mas, no cheiro da cerveja, foi o segundo, que não era da “qualidade” daquela que ele serve para os “amigos” em sua casa.
Uma nota especial para Naelson, o “GARÇOM DE OURO”. Dentro da sua especialidade, a de bem atender, foi eleito o melhor do ano. Alegria, espontaneidade, agilidade, educação, excelência na memorização, são elementos mínimos que podem caracterizar a sua desenvoltura no atendimento aos seus cliente e amigos.
Para que este texto esteja completo, é de suma importância fazermos uma alusão especial aos três manos que compõem o grupo Beto Show: Beto, quanto mais o tempo passa melhor a sua performance nas apresentações vocais; Zé Geraldo, o guitarrista que tenta imitar os melhores da sua área, também é o cérebro arquitetônico da minibanda; e o Serginho, o virtuose dos teclados, sem o qual é bem possível que eles não pudessem existir como grupo musical. Com o passar dos tempos os caras estão cada vez melhores.
Assim, para finalizar e tentando resumir, foi a festa mais efusivamente festejada pelo aniversariante. Tanto que, para os mais próximos, até hoje ainda pergunta quem foram os abnegados que o largaram na porta de sua residência. Como ele não lembra se a maioria trouxe os sabonetes que foram solicitados, pediu para este colunista, que está em melhores condições, transferir seus agradecimentos a todos, pois sem a presença deles não haveria resenha para o dia seguinte. Toinho do lava-jato ainda não mandou a encomenda.


