Porque hoje é domingo, 24, dia de São João Batista, gostaríamos de refletir sobre a beleza que é a tradição das festas juninas. Esse momento em que todo o nordeste para, celebrando não só o nascimento do precursor de Jesus Cristo, mas também um pouco da cultura do nosso povo.

Retratamos as belezas e dificuldades vividas pelo sertanejo, por meio de música, cordel e poesia. Enfeitamos nossas cidades, para recebermos as quadrilhas juninas. Estas, ora estilizadas ora matutas, já fazem parte do “espírito” desse canto do Brasil. Trazendo, com suas danças, coreografias, o orgulho advindo da nossa representação popular, da nossa religiosidade, da nossa dança, do nosso trabalho, do nosso suor que fez parte da constituição história de boa parte do nosso país.
Nada melhor, portanto, que relembrar Ariano Suassuna, dizendo: “Não troco meu ‘oxente’ por nenhum OK”. E Luís Gonzaga, com a música (poesia) Olha para o céu, que até emociona, por trazer à memória as imagens e os sentimentos presentes no Concurso de Quadrilhas outrora realizado pela Gazeta do Potengi em nossa cidade, e que por alguns motivos não mais acontece.
Por Silvério Filho
Olha para o céu
Olha pro céu meu amor
Veja como ele está lindo
Olha pra’quele balão multicor
Que lá no céu vai sumindo
Foi numa noite
Igual a esta
Que tu me deste
O teu coração
O céu estava
Todinho em festa
Pois era noite de São João
Havia balões no ar
Xote e baião no salão
E no terreiro o seu olhar
Que incendiou meu coração
