Silvério Alves
A maior goleada sofrida pela nossa seleção havia sido em 1920, 6×0 para o Uruguai num torneio sul-americano. Nesta terça-feira (8), 94 anos depois, de forma bem mais absurda, a história se repete pois levamos de longe a maior surra em uma semi-final de copa do mundo, 7×1 para a Alemanha.
Não queremos diminuir aqui a supremacia atual alemã, que é tri-campeã mundial e que nos massacrou vergonhosamente, nós que somos penta-campeões e jogando em casa.
Firme e coerente a atitude de Felipão, chamando para si toda a responsabilidade pela nossa desastrosa queda. Comovente a sinceridade de Davi Luiz, que chorando (e quem não chora?), pediu desculpas aos brasileiros, pois o que ele apenas queria era dar alegria a esse povo sofrido.
É claro que está todo mundo de cabeça quente, 200 milhões de brasileiros decepcionados, envergonhados, valendo destacar aqui a brilhante participação da torcida brasileira, que fez a sua parte.
Mais bonito ainda, a torcida fez na derrota contra os germânicos, pois mesmo perdendo por tão elástico placar, continuou aplaudindo nossos atletas, cantando:” Sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor”.
Condenar ou apontar culpados, não leva a lugar nenhum, pois é como disse o craque Tostão, da copa de 70: “Os jogadores, Felipão e comissão técnica têm de ser criticados por erros técnicos, mas não devem ser massacrados. Eles trabalharam com seriedade e fizeram tudo para o Brasil ser campeão”. Por outro lado, nossos jogadores não são deuses e sim seres mortais iguais a nós, sujeitos a fracassos e derrotas.
Pra finalizar, vale dizer que somos a seleção com mais títulos mundiais, cinco e que o penta foi conseguindo em 2002 contra a Alemanha, com Felipão no comando. E é como o próprio disse na entrevista coletiva: “a vida contínua”.
