Por Silvério Filho, estudante de Direito

O sorriso daquela criança
moveria montanhas se pudesse,
faria chover em terra seca,
se conseguisse.
Uma flor nasceria no asfalto,
apenas se ela sorrisse.
Mas a criança não tinha força.
A criança era frágil.
Como poderia, então,
a criança realizar tudo isso?
Os olhos da criança respondiam.
Eles falavam mais do que
a voz dela poderia falar um dia.
Os olhos gritavam uma força
que a criança parecia não ter.
Aquele olhar emanava esperança,
que, por não sentir dor,
não sucumbiria à agressão.
Não sucumbiria à ameaça,
pois aquela esperança não sentia medo.
Por mais que o sorriso passasse,
aquela esperança já era real
e não mais morreria.
Aquela criança mudaria o mundo
com aquele sorriso.
