O que o Papa Francisco, Monsenhor Expedito e Hugo Tavares têm em comum?

Por Silvério Filho


Silvério Filho dissertando sobre as contribuições trazidas pela Igreja Católica


Tive
o prazer de participar, na noite de ontem (02), no Centro Universitário do Rio Grande do Norte (UNI-RN), do evento
“Sustentabilidade e Direitos Humanos: estudos em homenagem ao professor
Otto de Britto Guerra”, uma organização do 
Grupo
Filosofia, Direito e Sociedade
, em parceria com o Instituto Otto
Guerra (IOG), que contou com um público de cerca de 170 pessoas.


Na ocasião, coube a mim e ao professor Fábio
Fidelis, que leciona na instituição,
 expormos como a doutrina social da Igreja Católica pode
contribuir para a construção de conceitos éticos e jurídicos relevantes à
questão da sustentabilidade. Na análise,
debruçamo-nos, de modo específico, sobre a Carta Encíclica Laudato Si’, de
autoria do Papa Francisco.


Os
ensinamentos trazidos pelo pontífice, em comunhão com os papas anteriores, mostram-se bastante significativos ao nos propor uma
análise integral (política, social, moral, ambiental, econômica, filosófica e
teológica) sobre qual mundo nós cultivamos para nós e para aqueles que hão de
vir.


No ponto específico em que o papa trata da questão da água, a
qual ele atribui o status de direito fundamental no sentido mais literal da
palavra (direito fundamental que permite o exercício de outros direitos
fundamentais), não pude deixar de me remeter ao Monsenhor Expedito Sobral de
Medeiros, contando um pouco da sua história de batalha por água de qualidade
para este povo do sertão potiguar. Ao definir quem era o sacerdote, utilizei-me dos versos do poeta Hugo Tavares (que
nos deixou há dois meses), para aduzir que o Monsenhor foi um padre que
“fez da sua oração / a bandeira dos sedentos / e trincheira do
sertão”. 


Respondendo a pergunta do título: tanto o Papa Francisco quanto as histórias de vida de Monsenhor Expedito e Hugo
Tavares  demonstram uma extrema preocupação com a questão do acesso à água
de qualidade para os mais necessitados. Este ensinamento comungado pelos três
não pode ser esquecido por nós. E não vai. 

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