
A cúpula do sistema de segurança do Rio Grande do Norte concedeu entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (7), para anunciar os planos para minimizar a violência no Estado. Um dos assuntos em pauta foi o alto número de homicídios neste início do ano, que já somam 28 (até o início da manhã desta quarta). Ao falar sobre o assunto, o governador Robinson Faria frisou que a situação irá melhorar, mas que o problema não pode ser resolvido rapidamente.
“Não posso mudar em dois dias o que já vem acontecendo há 10 anos. O Rio Grande do Norte precisava de um governador que se preocupasse com a segurança e, desde a minha campanha, eu falo que a a pasta terá prioridade máxima. Já estamos colocando, em prática, algumas ações emergenciais, e já estamos fazendo planos a médio prazo, que serão adotados permanentemente”. Robinson também lembrou que o Rio Grande do Norte perdeu investimentos pelos altos índices de crimes. “Deixamos de receber muitos voos ao longo do tempo. Tivemos vários crimes contra turistas e isso repercutiu no mundo inteiro. Vários jornais internacionais noticiaram os crimes. Os comerciantes também sofreram nas mãos dos bandidos”.
A secretária de segurança, Kalina Leite, destacou que, semanalmente,, ocorrerá uma reunião do “Comitê de Segurança” para analisar os resultados das ações que estão sendo feitas e o que pode melhorar. “Essa foi uma determinação do governador Robinson Faria. O nosso governo vai ser transparente. Não vamos esconder nada da sociedade e nem da imprensa. O que estiver errado, vamos analisar para tentar melhorar o mais rápido possível”.
De maneira emergencial para diminuir os índices de violência, além da colocação do atual quadro de PMs nas ruas através do pagamento de diárias operacionais, investimentos nas delegacias distritais e de homicídios já estão sendo liberados. “Acredito que até a próxima semana já iremos ter liberado R$ 3,6 milhões para a reforma das delegacias distritais e também das delegacias de homicídios do Estado. Acreditamos que essa seja a forma mais urgente de conseguir um melhor rendimento nas investigações dos homicídios”, explicou Stênio Pimentel, delegado geral da Polícia Civil.
Jornal de Hoje
