Médicos protestam contra o Governo Rosalba

Estudantes, professores e médicos em protesto contra a governadora Rosalba Ciarlini

Com o apoio dos estudantes universitários da UFRN, UnP e Ufersa e sindicatos de servidores públicos do Estado e do município de Natal, o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed-RN) organizou o primeiro ato público “Fora Rosalba”, que saiu às 10 horas da sede do Sindicato dos Médicos, na rua Hermes da Fonseca e foi até a frente do Hospital Walfredo Gurgel, na mesma avenida, no Tirol.

 

O presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, disse que a categoria
completará, neste dia 27 de novembro, sete meses de greve em defesa da
melhoria das condições de trabalho e do atendimento e dos serviços de
saúde à população, sem que o governo abra um canal de negociação. Ele
disse que, a partir de agora, a categoria não abre mão da implantação do
piso salarial nacional, que é de R$ 19 mil e está sendo implantado em
alguns estados para ser fechado em dois ou três, mas, no caso do Rio
Grande do Norte o governo Rosalba Ciarlini não acena com a possibilidade
de nenhum tipo de apoio.

Geraldo Ferreira disse, ainda, que no
Estado o piso salarial em inicio de carreira de um médico é de R$ 2.200
para uma jornada de trabalho de 20 horas semanais, “quando outros
estados já pagam o dobro disso”.

Ferreira disse que a
manifestação “Fora Rosalba” é um protesto “pela falta de resposta que o
governo não está dando à sociedade” tanto na área de saúde, como também
na áreas de educação e segurança, que também são essenciais à população.

Quanto
às condições de trabalho, Ferreira disse que a categoria não suporta
mais conviver com coisas mínimas, como trabalhar no plantão em hospitais
que o alojamento tem de ser dividido entre mulheres e homens, cama
quebrada e falta de lençóis. “Quase todos os médicos têm escabiose e
coceiras porque trabalham em condições insalubres, coisa que a Justiça
do Trabalho não admite mais”.

Pontualmente, ele disse que a
categoria não aceita mais sequer uma negociação de um reajuste salarial
de 10%, como também reivindica a implantação do ponto eletrônico nos
locais do trabalho, além da reforma dos hospitais, “que hoje estão um
caos”, com os profissionais trabalhando com a falta de insumos e
equipamentos básicos, como tensiômetro e estetoscópio, fora medicamentos
da farmácia básica.

 

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