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Reflexão sobre a Liturgia: terça-feira da terceira semana da Páscoa – Ano A
At 7,51–8,1
Salmo 31(30)
Jo 6,30-35
A Liturgia de hoje, uma das mais belas do ano, nos fala sobre o mártirio como a conformidade total a Cristo.
Na primeira leitura, incapazes de refutar o homem totalmente conformado à imagem do Cristo na Cruz na pessoa de Santo Estêvão; incapazes de impedir que o Evangelho seja pregado pelo santo exemplo e que as palavras inspiradas pelo Espírito Santo alcancem a todos que viam e ouviam o diácono Estêvão; os homens do Sinédrio decidem matá-lo.
O que está acontecendo com Santo Estêvão é praticamente a repetição do que aconteceu com o Senhor. As mesmas acusações, a mesma situação, o mesmo resultado. Esse é o exemplo cristão em sua plenitude na Igreja, quando o discípulo se torna totalmente conformado ao Cristo na Cruz. A palavra grega para testemunho é a mesma para o martírio. O sacrifício do discípulo, portanto, é o ápice do testemunho cristão.
Estar conformado totalmente à vontade do Senhor é imitá-Lo em tudo. É por isso que cantamos o Salmo que o próprio Cristo citou como Suas últimas palavras: Senhor, em Suas mãos eu entrego o meu espírito. Assim como Santo Estêvão, devemos viver em total confiança (parresía) na vitória do Senhor. Ele é a face serena da misericórdia divina, a nossa salvação.
Essa confiança que nos permite dar testemunho até o fim, caso nos permitamos conformar totalmente ao Senhor, vem do que o Evangelho nos revela hoje: Jesus é o Pão da Vida! Ele é que nos dá o alimento da vida eterna, que é Ele mesmo.
Ninguém se sacrifica para ganhar o pão da terra para si mesmo, pois ele já não teria nenhuma utilidade. Jesus, o Pão da Vida, deseja que nos sacrifiquemos pelo alimento espiritual, que vem de imitá-lo ao dar a vida por Ele e pelos irmãos (Jo 15,13) que, até buscando o pão da terra verão nosso testemunho e buscarão também o Pão da Vida.
Dar o pão da terra não basta se não vier acompanhado do testemunho. Não há maior testemunho do que se conformar totalmente a Deus, entregando a Ele nosso espírito para que a Sua vontade reine suprema e espalhe Seu amor pelo mundo.
São Paulo testemunharia o testemunho de Santo Estêvão. O sangue dos mártires seria, como ainda é, a semente para a grande caminhada missionária da Igreja. Caminhada repleta de testemunhos, desses que mudaram o mundo e, ainda hoje, podem ajudar a conformar o mundo à Cruz da vitória de Cristo.
Santo Estêvão, diácono e mártir da Igreja, rogai por nós!
Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,
um Papista
