
Texto retirado da Página Papista
https://www.facebook.com/umpapista/
Reflexão sobre a Liturgia: Festa de São José Operário
Gn 1,26–2,3 (alt. Cl 3,14-15.17.23-24)
Salmo 90(89)
Mt 13,54-58
A Liturgia de hoje nos ensina que tudo o que fazemos no dia a dia, seja pregar ou trabalhar a terra, é obra santa se devidamente ordenada a Deus.
A primeira leitura narra como o Senhor criou o mundo e “viu que tudo era bom”. Ao contrário do que gnósticos e espiritualistas em geral dizem, tudo o que Deus criou é bom. É a partir dessa certeza que podemos extrair o bem até mesmo do nosso trabalho mais banal ou mais duro na terra.
Se o pecado fez com que o homem tivesse que penosamente suar a camisa pelo seu sustento, temos a certeza de que tudo isso pode ser bem direcionado a Deus. É o que São Paulo ensina na leitura alternativa. Toda o nosso esforço deve ser bem ordenado ao Senhor. Assim sendo, o que plantarmos na terra, não importa quão banal pareça, nos dará frutos de vida eterna.
Cantamos o único Salmo composto por Moisés. Ele nos ajuda a não cair no erro de confundir Criador com criatura. Sabemos que a criação é boa e deve ser bem tratada, pois dela tiramos não apenas a comida, mas, como vimos, a oportunidade de nos santificar mesmo pelo nosso trabalho. Porém, a criatura não é o Criador. A terra dá frutos de boa obra se estivermos trabalhando em nome de Deus. É a Ele que damos graças pelo trabalho e esperamos para ser colhidos como boas obras vivas.
O Evangelho de hoje mostra o mau entendimento da santidade dos que viam Jesus realizando milagres e pregando palavras de salvação. Não era ele o filho do carpinteiro? Os próprios homens da lei podem se esquecer que mesmo do mais humilde trabalho a santidade pode surgir. Basta que sigamos o exemplo do humilde carpinteiro São José e façamos tudo para que Deus brilhe e o nosso trabalho permaneça discreto.
Todo esforço pela Glória de Deus, mesmo o mais discreto e humilde na terra, será grande no Reino dos Céus. Nunca nos esqueçamos de santificar o nosso trabalho.
São José Operário, guardião do Senhor e da dignidade do trabalho, rogai por nós.
Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,
um Papista
