
Breve Catequese Católica
Texto retirado da página “Papista” no Facebook
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Reflexão sobre a Liturgia: Sexta-feira da décima oitava semana do Tempo Comum – Ano C
Dt 4,32-40
Salmo 77(76)
Mt 16,24-28
Uma pergunta ecoa pela Liturgia de hoje: “de que adianta ganhar o mundo inteiro, mas perder sua vida?”.
Na primeira leitura, Moisés lembra o povo que nada do que aconteceu foi por obra deles, mas uma dádiva de Deus. Para viver a justiça é preciso reconhecer que é o Senhor que nos liberta. Reconhecer o Senhor tem implicações para toda a nossa vida.
Cantamos no Salmo que, para entender tais implicações, é preciso refletir e dar graças pelas maravilhas que o Senhor faz por nós. Somos filhos ingratos que não reconhecemos ou agradecemos a mão do Senhor em tudo que nos toca.
A mensagem do Evangelho de hoje é também o complemento natural da Liturgia de ontem. Reconhecer a identidade divina do Senhor é uma bênção da Graça de Deus, logo, não há nada do que se orgulhar. Para seguir o Senhor é preciso negar a si mesmo. Retirar o ‘eu’ do caminho e se entregar à missão.
O Senhor usa a palavra ‘vida’ duas vezes. A expressão grega é ‘psuché’ (ψυχή), que é tanto vida quanto alma ou espírito. É um trocadinho sobre perder a nossa vida e ganhar a eternidade da alma, a vida sobrenatural no Senhor. Jesus está reforçando a idéia ilustrando-a de várias maneiras: se você quiser ter vida, é preciso renunciar a si mesmo. Apenas assim teremos vida de verdade, a vida em Cristo, que é vida em abundância.
Em Cristo, entregue à proteção da Virgem Maria,
um Papista
