
Hoje, 22 de agosto é o Dia Nacional do Folclore, data para se lembrar e manter viva e renovada a cultura popular, lendas, a literatura de cordel, tradições, e estórias contadas pelos nossos antepassados, assim por diante.
Data para se lembrar de: Luis da Câmara Cascudo, norteriograndense e um dos maiores folcloristas desse país, de Ariano Suassuna (o Auto da Compadecida, dentre tantos outros) um gênio da literatura brasileira, Monsenhor Expedito, que apoiava os violeiros, emboladores de coco, boi-do-reis, joão redondo, pastoril… afirmando que os admirava pois nas suas histórias, repentes e versos, o oprimido (o povo) sempre vencia o opressor.
Do potengiense Fabião das Queimadas, o poeta da liberdade, que com sua rabeca ganhou dinheiro para comprar a carta de alforria (liberdade) da sua mãe, que era escrava. De seu Paulo Mariano, em nossa cidade, que nos tempos das cheias do Rio Potengi, tocava o búzio de madrugada, anunciando que o rio estava descendo com cheia.
De todas as escolas que trabalham com os seus alunos, a importância do folclore e da cultura na vida das pessoas, evitando assim que ambos caiam no esquecimento.
Dia de se lembrar também do Grupo de Teatro Potengiense, dirigido pelo escritor e ator Rosinaldo Luna, que através das encenações da Paixão de Cristo, Auto do Natal, dentre outras, vem mantendo viva as nossas tradições culturais e assim sucessivamente.
“Quando forrei (libertei) minha mãe
A lua saiu mais cedo
Pra clarear o caminho
De quem deixava o degredo”. Fabião das Queimadas.
