Destaque da Agência Estado:
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB), afirmou que não agirá por “revanchismo” nesses meses que lhe restam na condução da pauta de votação do Legislativo. Ao contrário, dá todos os sinais de que deseja recompor com o partido. Ele negou que esteja armando uma “pauta-bomba’’ que pressione os gastos do Poder Executivo e comprometa ainda mais o equilíbrio fiscal do País.
“Há demandas importantes que a Casa quer votar, mas nada farei que venha colocar em risco o ajuste fiscal”, afirmou o presidente da Câmara. “A minha história, minha vida, minha experiência não permitem isso de jeito nenhum.”
Depois de vencer no 1.º turno, Henrique Alves foi derrotado no 2.º pelo atual vice-governador Robinson Faria (PSD), que fez uma aliança com PT. O ex-presidente Lula gravou um vídeo pedindo apoio a Faria, o que causou “incômodo” a Alves e à cúpula do PMDB. “Estávamos juntos na candidatura principal da presidenta Dilma. Não esperava que isso acontecesse. Mas já superei”, comentou. “A experiência ajuda você a administrar os bons momentos e a superar os maus”, acrescentou.
Entre os “projetos-bomba” que aguardam análise na Câmara está a proposta que concede aposentadoria integral para o servidor que se aposentar por invalidez e outra que recupera o número de salários mínimos a que tinha direito o aposentado na concessão do benefício.
Também podem ser votados o aumento de repasses do Fundo de Participação dos Municípios e o adicional noturno para policiais e para bombeiros. Há quem diga que o atual presidente da Câmara dos Deputados possa assumir um ministério, como o da Previdência Social, ou trabalhar com o vice-presidente, Michel Temer. “Isso não passa na minha cabeça”, reagiu, quando questionado se pretende ser ministro.
