
O fim das coligações proporcionais (vereadores, deputados estaduais e federais), inicialmente valendo para as eleições municipais de 2020, está preocupando partidos políticos ( principalmente os menores) e os atuais vereadores.
A coligação tornava mais fácil o pleito, pois juntava os votos de vários partidos facilitando o alcance do coeficiente eleitoral, elegendo os mais votados da referida coligação.
A partir de 2020, o partido sozinho vai ter que alcançar o coeficiente, dificultando a eleição de seus membros.
Por exemplo: Em São Paulo do Potengi no próximo pleito municipal o coeficiente eleitoral ficará na casa dos 1.100 votos. Sendo assim, um partido (sem a coligação) terá que obter no mínimo 1.100 sufrágios para eleger um parlamentar. Em nossa cidade é bem difícil um candidato sozinho conquistar tamanha quantidade de votos. Portanto, para ser eleito vai ter que contar com os votos de outros colegas também pretendentes, pertencentes a mesma legenda.
Sendo assim além de um puxador de votos, a legenda partidária precisará de outros concorrentes também bem votados sob pena de não eleger ninguém. Por outro lado pra quem entende do assunto, com o fim das coligações partidárias proporcionais vários partidos pequenos vão desaparecer.
A questão em tela vem preocupando os atuais edis, que já se mobilizam para reforçar as agremiações das quais fazem parte, com o objetivo de congregar nomes que somem votos.
Voltaremos ao assunto.
