O delegado Roberto Andrade da Delegacia de Homicídios (Dehom), que investigou e apreendeu Wagner da Silva Gomes de Lima, acusado do homicídio de Lúcia Maria Vanderlei Montenegro, 56, na noite dessa segunda (7), disse em coletiva dada hoje (9) à imprensa que refuta a versão apresentada por Wagner. De acordo com Roberto Andrade, o crime foi tentado e passional, já que Wagner estaria seguindo um Pálio desde a Zona Norte, tendo se confundido no percurso e desencadeado todo o acontecido daquela noite.
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| Em coletiva hoje (9), o delegado da Dehom (à esquerda) disse refutar a versão de Wagner Gomes de Lima |
O acusado disse que seguia um Pálio e que sua ex-namorada estava no veículo. Durante o percurso, ele teria perdido o carro de vista e bateu acidentalmente no Pálio dirigido por Marcelo Soares, que estava acompanhado de sua esposa e uma criança de seis anos. Segundo Wagner, a colisão acidental seria o motivo para o retorno ao local da batida, visando resolver a situação.
Porém, o delegado Roberto Andrade refuta a versão do acusado. De acordo com o delegado da Dehom, a batida provocada por Wagner teria sido proposital, já que ele seguia um Pálio desde a Zona Norte e acreditava que a namorada estaria com outro homem no veículo. O delegado disse que já ouviu a ex-namorada indicada por Wagner e, segundo ela, no momento do crime estava na casa de parentes na Redinha.
Marcelo Soares, motorista do Pálio envolvido no acidente, disse que não houve discussão nenhuma após a batida e que Wagner já teria chegado golpeando Ruthenio Antônio Vanderlei Montenegro, 26 anos, filho de Maria Lúcia. Segundo Marcelo, quando viu o filho da vítima sendo agredido, ainda jogou uma pedra para impedir que o agressor continuasse com as facadas, mas a pedra não atingiu Wagner.
Fonte: Tribuna do Norte

