A postura imperial de William Bonner

O jornalista William Bonner está assumindo o papel de garoto-propaganda da criminalização da política. Ao criminalizar a política, fazendo dela algo sujo e com o qual não devemos lidar, ganham as grandes corporações midiáticas.

Quanto mais fracas forem as instituições, mais fortes ficam as empresas jornalísticas para extrairem concessões de todo tipo – do Executivo, do Legislativo, do Judiciário.

A postura supostamente independente de Bonner, igualmente agressivo com todos os candidatos, faz parecer que as Organizações Globo pairam sobre a política, que nunca apoiaram a ditadura militar, nem tentaram “ganhar” eleições no grito. Que os irmãos Marinho não fazem política diuturnamente, com lobistas em Brasília. Que os irmãos Marinho não tem lado, não fazem escolhas e nem defendem com unhas e dentes, se preciso atropelando as leis, os seus interesses.

Como “em multa de 600 milhões de reais” por sonegar impostos na compra de direitos de televisão das Copas de 2002 e 2006. A agressividade de Bonner também ajuda a mascarar onde se dar a verdadeira manipulação da emissora, nos dias de hoje: na pauta e no direcionamento dos recursos de investigação de que a Globo dispõe. A não ser que eu esteja enganado, a Globo não deslocou um repórter sequer para visitar o aeroporto de Motezuma, que Aécio Neves mandou reformar quando governador de Minas Gerais perto das terras de sua própria família. Vai ver que faltou dinheiro.

Do jornalista Oliveira Wanderlei, publicado no Jornal Metropolitano, tendo como fonte o jornalista Luis Carlos Azenha.

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